PUBLICADO EM 24/07/2025

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

 

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Mais uma vez a primeira família da Marvel Comics chega aos cinemas com uma nova roupagem, através do longa Quarteto Fantástico: Primeiros Passos comandado por Matt Shakman. O grande diferencial desta vez seria a conexão direta com outros heróis já estabelecidos no MCU. Mas isso não é o que realmente acontece nesse primeiro momento.

No universo alternativo 828, forçados a equilibrar seus papéis como heróis e a força dos laços familiares, o Quarteto Fantástico deve defender a Terra de um deus espacial voraz chamado Galactus e sua enigmática arauta, a Surfista Prateada.

Apesar de ser uma nova introdução da equipe, este não chega a ser um filme de origem. Somos apresentados aos personagens, e como eles ganharam seus poderes em uns 20 minutos, depois disso vamos vendo um pouco da dinâmica entre a família e nos ambientando nesse mundo retrofuturista, que mistura coisas vintage dos anos 60 com alta tecnologia.

Todo o design de produção e os figurinos são impecáveis, nos transportando pra esse novo mundo, que de fato é bem diferente do universo padrão que normalmente vemos no MCU. Infelizmente não conseguimos ver muito além do centro de Nova York onde grande parte da trama se passa, e é difícil imaginar que um universo que desenvolveu desta forma não tivesse desdobramentos interessantes para serem desenvolvidos.

O filme é bastante ágil em estabelecer seus pontos de interesse, primeiramente a dinâmica da família, que está prestes a ficar maior com a descoberta da gravidez de Sue Storm (Vanessa Kirby) e depois da ameaça de Galactus (Ralph Ineson) anunciada pela Surfista Prateada (Julia Garner). Inclusive o primeiro encontro dos heróis com o vilão é onde o filme mergulha totalmente na ficção científica e exploração espacial tão presente nas aventuras do grupo nos gibis. O design, a voz, e o primeiro vislumbre do Galactus em tela são incríveis.

A partir daí o filme poderia ir para alguns caminhos mais interessantes, mas escolhe algo mais padrão e foca novamente na dinâmica familiar de forma mais emocional, e com o acréscimo da opinião popular sobre o grupo. A dinâmica do grupo em si é maravilhosa, mas o grande destaque é Sue, que tem o arco mais consistente e bem definido. Pedro Pascal como Reed Richards está muito bem, mas nada que já não se esperasse dele. O Johnny Storm de Joseph Quinn, apesar de manter seus traços de rebelde e mulherengo, tem um pouco mais a fazer do que em todas as suas outras encarnações juntas. Por fim o Coisa de Ebon Moss-Bachrach infelizmente acaba ficando um pouco mais apagado, embora seja extremamente carismático ele serve apenas como apoio para o grupo num geral.

Os efeitos especiais parecem ser um pouco inconstantes, em alguns momentos são bons, em outros deixam muito a desejar, principalmente com o Tocha Humana, a Surfista e a batalha final contra o Galactus, que acaba perdendo impacto por não ter um grande desenvolvimento e não conseguir entregar o nível de ameaça prometido.

Entre altos e baixos, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos não se arrisca muito, estabelecendo uma forte base para o que vem a seguir e mostrando um grande respeito pelo material base como nunca antes visto no cinema. É inegável a vontade de ver como essa história vai continuar, como fazia algum tempo que o MCU não fazia.

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  3.5

 

SOBRE O AUTOR

Vinicius Lunas

Um rapaz simples de gosto requintado (ou não). Curto de tudo um pouco (cinema, tv, games, hq, música), bom em particularmente nada. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, mas desde os 14 anos formando um bom gosto musical.

 

 


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