Filmes de cachorro não são nenhuma novidade, vide os inúmeros exemplos de sessão da tarde como Beethoven, Bud – O Cão Amigo ou Marley & Eu. Incrivelmente esse tipo de produção não é muito explorada no Brasil, mas Caramelo está ai para provar que o cinema nacional canino não fica devendo nada à Hollywood.
Na trama acompanhamos um chef de cozinha (Rafael Vitti) e um vira-lata caramelo (Amendoim) que se tornam melhores amigos depois de um encontro que transforma para sempre as suas vidas. Numa jornada emocionante, eles vão rir e chorar juntos, e também nos ensinar grandes lições.

Todas as participações do Caramelo são realmente magnéticas, ele é extremamente fofo, carismático e excelente ator, mesmo com algumas sequências feitas com auxílio de CGI. O problema é a falta de consistência da personalidade do cachorro, que uma hora parece ter sido adestrado por anos, e outra é o demônio da Tasmânia.
É impossível não comparar em algum momento o longa brasileiro com a animação Ratatouille (2007), mas aqui o lado dramático acaba pesando muito a mão. Parece não haver uma decisão clara se o filme quer ser uma comédia leve ou se deixar levar pelo dramalhão.

Mesmo com alguns momentos que lembram aquele humor padrão Rede Globo, Caramelo é um filme muito simpático, feito pra quem gosta de bichinhos de estimação e procura alguma opção mais despretensiosa para passar o tempo.
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