Depois de retomar o universo de Extermínio com A Evolução em 2025, o plano do roteirista Alex Garland e do diretor e produtor Danny Boyle é fechar essa nova etapa da franquia como uma trilogia. Extermínio: O Templo dos Ossos é a segunda parte desse plano, que chega pouco tempo depois, com o comando dessa vez de Nia DaCosta (As Marvels, A Lenda de Candyman).
Na continuação temos Dr. Kelson (Ralph Fiennes) encontrando uma nova e chocante relação – com consequências que poderiam mudar o mundo como eles o conhecem – e o encontro de Spike (Alfie Williams) e Jimmy Crystal (Jack O’Connell), que se torna um pesadelo do qual ele não consegue escapar.

É interessante ver uma sequência que realmente continua de onde o anterior parou, não precisando inventar mil coisas mirabolantes ou aumentar a escala sem necessidade, apenas focando em determinados personagens. Se o longa não faz uma grande expansão progressiva, ele amplia o escopo lateralmente, preparando o terreno para um desfecho grandioso.
DaCosta pode não ter um estilo tão marcante ou arrojado quanto Boyle, mas ela também não tenta imitar seu antecessor, o que é um alívio já que a chance de virar um pastiche seria imensa. Com pulso firme e sem firulas a diretora consegue ir direto ao ponto focando na relação de Kelson com Sansão (Chi Lewis-Parry) e do estranho grupo liderado por Jimmy Crystal.

Kelson é basicamente o protagonista desta continuação, dando espaço para Ralph Fiennes mostrar todo o seu talento, de maneiras até surpreendentes, principalmente em uma cena específica mais para o final do filme. O grupo dos Jimmys apesar do conceito e visual legais, acabam sendo apenas mais um exemplo de como o ser humano pode ser influenciável pela fé cega e más influências, e mostrando que num mundo cheio de infectados o maior perigo ainda pode ser o próprio ser humano.
Existe a questão do nascimento do bebê do primeiro filme, que sequer é mencionado aqui, assim como o pai de Spike, o que pode ser compreensível visto o foco total em outros personagens, mas não deixa de ser decepcionante. De qualquer forma isso ainda pode deixar o público excitado para o desfecho da trilogia, ainda mais com o desfecho de Templo dos Ossos, que sugere um fechamento não só da trilogia como da franquia como um todo, recuperando elementos inclusive do primeiro filme de 2002.
Por fim a sequência é um bom complemento ao filme anterior, e claramente uma preparação pro que vem a seguir, e diferente de muito que acontece recentemente, é executado bem o suficiente para nos fazer realmente querer ver o próximo filme.
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