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12 Aug 2026
3.0
★★★★★ ★★★★★
FRACO

O Fim da Rua

3 min de leitura

A filmografia do diretor e roteirista David Robert Mitchell, apesar de curta, é no mínimo interessante, principalmente pelos seus dois últimos filmes: o bom terror Corrente do Mal (2014), e controverso suspense O Mistério de Silver Lake (2018). Agora em O Fim da Rua, Mitchell arrisca nos gêneros de ficção científica e pós-apocalíptico.

Na trama, após um misterioso evento cósmico arrancar a Rua Oak do subúrbio e transportar o bairro todo para um lugar desconhecido, a família Platt logo descobre que sua sobrevivência depende de permanecerem unidos enquanto enfrentam um ambiente agora irreconhecível.

É curioso pensar que uma boa forma de resumir esse filme para alguém que não sabe nada sobre ele seria dizer que é uma mistura de Jurassic Park com Um Lugar Silencioso, mas no caso essa mistura deu totalmente errado e gerou um monstro de Frankenstein que decidiu ir morar no esgoto.

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A ambientação do filme é em algum momento dos anos 70 ou 80, e isso nunca fica muito claro e nem faz muita diferença, parece só um jeito bobo de apelar pra nostalgia de filmes dessa época, quando as coisas eram “mais simples”. Toda a apresentação da família branca de comercial de margarina morando no típico subúrbio norte americano, mas que no fundo enfrenta alguns problemas já dá o tom meio patético que se segue no restante do filme. Não há crítica, não há profundidade, não dá nem pra chamar de paródia pois tudo parece se levar a sério demais.

É tentado criar um ar de mistério sobre o que vai acontecer, sobre o que é a ameaça, mas o próprio trailer já revela que são dinossauros. Depois de largarem mão do suspense e mostrarem qual é a ameaça, uma explicação genérica é dada para os acontecimentos, numa cena de diálogo entre a família que inexplicavelmente é usada a técnica de dioptria dividida a exaustão.

O CGI dos dinossauros é bem decente, e pode se dizer que é o ponto forte do filme, mas não existe nenhuma situação realmente elaborada onde eles aparecem, é um amontoado de situações onde invariavelmente eles se colocam em situação de perigo para gerar novas cenas de perseguição.

É inacreditável como um filme desse tamanho com tantos profissionais envolvidos tem um roteiro tão preguiçoso. O drama familiar é risível, havendo constantemente uma inversão de prioridades no meio desse pseudo-apocalipse, veja bem, existem pessoas sendo devoradas na sua rua por dinossauros mas o casal acha por bem discutir sobre sua relação no meio disso tudo.

Não serei eu que a essa altura do campeonato irei questionar a qualidade da atuação de Anne Hathaway, mas fica claro que ela não foi feita pra levar sustos e confrontar dinossauros de CGI. Inclusive a julgar pela barrigona exibida no tapete vermelho da pré-estreia do filme ela deve ter aceitado o cachê para fazer o enxoval do seu vindouro bebê.

Pra fechar com chave de ouro, o filme termina criando um paradoxo temporal dos mais básicos possíveis, e fica por isso mesmo, nada tem real consequência e a família de comercial de margarina pode ser feliz novamente. Umas grandes decepções de 2026 até o momento.

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O Fim da Rua
14
FICHA TECNICA

O Fim da Rua

The End of Oak Street

3.0 FRACO
ANO 2026
DURACAO 100 min
GENERO Ação, Mistério, Ficção científica
DIRECAO David Robert Mitchell
ELENCO Anne Hathaway, Ewan McGregor, Maisy Stella, Christian Convery, Jordan Alexa Davis, P.J. Byrne
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