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31 Oct 2020

A Caminho da Lua

3 min de leitura

A jovem e inteligente Fei Fei tem uma vida muito agradável com seus pais que trabalham fazendo tradicionais bolinhos chineses, mas tudo muda após a morte da sua mãe. Após alguns anos, seu pai conhece uma nova pessoa e Fei Fei tem dificuldades de aceitar este novo relacionamento, então ela decide resgatar as memórias afetivas de seu pai indo até a lua e provando que a lenda da Deusa Chang’e, que sua mãe lhe contava, é real.

O longa animado é uma parceria entre a gigante do streaming Netflix e Pearl Studio, que tentam fazer frente a Disney, e pra tanto deixam o projeto nas mãos de Glen Keane, que possui vasta experiência no assunto, tendo em vista que ele trabalhou no departamento de animação de longas como A Pequena Sereia (1989), A Bela e a Fera (1991), Aladdin (1992) e Enrolados (2010), apenas para citar alguns.

A tentativa de emular os grandes filmes da Disney é clara, principalmente quando temos os números musicais logo no começo. O problema é que as músicas são engatilhadas em sequência, uma atrás da outra, não dá nem tempo de respirar, o que torna a experiência cansativa. Sem falar que a temática das canções iniciais não são tão distintas assim pra se justificarem.

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O ponto fora da curva nos musicais do filme é justamente quando a Deusa Chang’e aparece. Ela logo dissipa seu visual tradicional de gueixa e vira um equivalente ao ídolo de k-pop, algo que faz muito sentido nos dias atuais.

O roteiro é bem simples e já sabemos exatamente aonde ele quer chegar desde o começo, falando sobre luto, perda, solidão e amizade.. Apesar de um visual bonito, levando em conta que a animação é direto pro streaming e não pro cinema, falta algo que faça aquele mundo da lua ser meramente crível dentro da narrativa. Fora o brilho, as luzes o glamour, como as coisas funcionam ali? Quais são os pequeno detalhes com os quais eu devia me importar?? Não há aqui uma criação de mundo como em Monstros S.A. (2001) ou Zootopia (2016), por exemplo.

Apesar de bem feito e sem dúvidas agradar o público alvo, A Caminho da Lua esquece de tentar ser algo próprio e original. É bom se inspirar em algo consolidado, porque para quebrar as regras, é preciso conhece-las, mas espero que este seja o primeiro passo desta parceria e talvez um dia possamos ver algo como Shrek (2001) ou Homem-Aranha no Aranhaverso (2018), que inovam e trazem um frescor para as animações mainstream.

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