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	<title>Críticas &#8211; UNIVERSO REVERSO</title>
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	<title>Críticas &#8211; UNIVERSO REVERSO</title>
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		<title>Coyote vs. Acme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Lunas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 00:42:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Coyote vs. Acme tem já nos seus bastidores de produção e lançamento uma história bem curiosa sobre a indústria cinematográfica. Anunciado em 2018, filmado em 2022, e com previsão de lançamento em 2023, o longa dos Looney Tunes acabou sendo engavetado pela Warner Bros. que não teria ficado satisfeita com o resultado final e também devido a cortes de custos [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Coyote vs. Acme</strong> tem já nos seus bastidores de produção e lançamento uma história bem curiosa sobre a indústria cinematográfica. Anunciado em 2018, filmado em 2022, e com previsão de lançamento em 2023, o longa dos <strong>Looney Tunes</strong> acabou sendo engavetado pela <strong>Warner Bros.</strong> que não teria ficado satisfeita com o resultado final e também devido a cortes de custos encabeçado pelo CEO da Warner Bros. Discovery, <strong>David Zaslav</strong>. Caso parecido com o que houve com o filme cancelado da <strong>Batgirl</strong>. O filme então, depois de muita pressão externa, conseguiu ser adquirido pela <strong>Ketchup Entertainment</strong>, que finalmente colocou ele nos cinemas norte-americanos, e negociou a distribuição internacional, no caso do Brasil feito pela <strong>Paris Filmes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trama acompanha Wile E. Coyote, que, após produtos Acme falharem inúmeras vezes em sua busca pelo Papa-Léguas, decide contratar um advogado para processar a Acme Corporation. O caso coloca Coyote e seu advogado (<strong>Will Forte</strong>) contra o intimidador ex-colega de faculdade (<strong>John Cena</strong>), e disso tudo cresce uma amizade improvável entre o advogado e o desenho animado, que alimenta a determinação deles em vencer o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ver um híbrido de animação com <em>live-action</em> dos Looney Tunes, que seja bom, era coisa de um passado distante, algo que não acontecia desde o primeiro <strong>Space Jam</strong> (1996). Pensar que esse filme poderia ter sido completamente pela Warner chega a ser absurdo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img2-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-41099" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img2-1024x576.webp 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img2-300x169.webp 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img2-768x432.webp 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img2-1536x864.webp 1536w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img2-1280x720.webp 1280w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img2.webp 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O diretor <strong>Dave Green</strong> e o seu time de roteiristas composto por <strong>James Gunn</strong>, <strong>Jeremy Slater</strong> e <strong>Samy Burch</strong>, usaram como base o artigo de 1990 da revista <em>New Yorker</em>, escrito por <strong>Ian Frazier</strong>, que imagina como seria se o Coyote processasse a Acme, o que dado todo o contexto de lançamento do filme, chega a ser irônico e não deixa de dar uma nova camada ao filme. Na trama a Acme tenta de todas as formas silenciar o Coyote usando seu recursos quase infinitos, e ele precisa lutar pra conseguir ser ouvido (mesmo que não fale e só se comunique por placas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos grandes acertos é realmente focar no Coyote e na sua ânsia de capturar o Papa-Léguas, ao longo do filme vários outros grandes personagens tem seu tempinho de tela muito bem aplicado na narrativa, como Patolino, Frangolino, Piu-Piu e claro, Pernalonga, fora os tantos outros que fazem pequenas participações, mas toda a construção da relação do Coyote com o advogado Kevin Avery, e no final uma nova perspectiva sobre sua relação com o Papa-Léguas é ótima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É impossível não associar todo o contexto do advogado meio preguiçoso e charlatão na cidade de Albuquerque, com Saul Goodman de <strong>Breaking Bad</strong> e <strong>Better Call Saul</strong>, sem dúvida uma grande inspiração, mas quando a trama começa a se desenvolver também como um suspense corporativo, o personagem ganha seus méritos próprios. <strong>John Cena</strong> como o contraponto malvado é excelente, seu timing cômico é muito afiado, o que deixa ele bem a vontade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img3-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-41100" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img3-1024x576.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img3-300x169.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img3-768x432.jpg 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img3-1536x864.jpg 1536w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img3-1280x720.jpg 1280w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/coyote-vs-acme-img3.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A parte técnica, que mistura o <em>live-action</em> tanto com animações 2D tradicionais e também 3D, é surpreendente boa, talvez um dos mais bonitos nesse sentido, sem falar nos diversos efeitos práticos como explosões de carro ou paredes sendo demolidas, que é como seria se nosso mundo tivesse desenhos animados andando livremente por ai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo o filme é extremamente respeitoso com o legado histórico dos personagens, trazendo inclusive vários trechos dos desenhos antigos, mostrando várias vezes que o Coyote se deu mal, ou utilizando a trilha sonora clássica em alguns momentos. Em nenhum momento o filme se esquece que é uma comédia, também dos elementos dos desenhos que fizeram os Lonney Tunes serem tão amados: foguetes explodindo, pedras gigantes, bigornas, marretas, e tudo isso funciona muito bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a &#8220;dramédia&#8221; de tribunal construída ao longo do filme, mesmo que meio clichê é realmente comovente sem deixar de alfinetar novamente as grandes comparações que esmagam as pessoas comum com grandes recursos e aparatos jurídicos ao seu favor. Coyote vs. Acme é uma ótima opção de entretenimento para toda família que exalta a força e carisma desses personagens de uma forma muito inusitada e inventiva.</p>
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		<title>Pressão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Lunas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 21:49:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andrew Scott]]></category>
		<category><![CDATA[Brendan Fraser]]></category>
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					<description><![CDATA[Existem incontáveis filmes de guerra, sobretudo sobre a Segunda Guerra Mundial, abordando diversos aspectos de um evento tão importante e sombrio da humanidade. Em Pressão, filme dirigido por Anthony Maras, que também roteiriza ao lado de David Haig, eles conseguem fazer algo que parecia muito difícil, buscar um aspecto único dos eventos: a perspectiva do [&#8230;]]]></description>
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<iframe loading="lazy" title="PRESSÃO | Trailer Oficial" width="1280" height="720" src="https://www.youtube.com/embed/kMYtBqN-Fh0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Existem incontáveis filmes de guerra, sobretudo sobre a Segunda Guerra Mundial, abordando diversos aspectos de um evento tão importante e sombrio da humanidade. Em <strong>Pressão</strong>, filme dirigido por <strong>Anthony Maras</strong>, que também roteiriza ao lado de <strong>David Haig</strong>, eles conseguem fazer algo que parecia muito difícil, buscar um aspecto único dos eventos: a perspectiva do meteorologista chefe da missão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas tensas 72 horas que antecederam a invasão da Normandia na Segunda Guerra Mundial, conhecido como o Dia D, o filme acompanha o Capitão James Stagg (<strong>Andrew Scott</strong>), General Dwight D. Eisenhower (<strong>Brendan Fraser</strong>) enquanto enfrentam uma escolha impossível, lançar a maior e mais perigosa invasão marítima da história ou arriscar perder a guerra completamente.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://detroitcineaste.net/wp-content/uploads/2026/06/pressure.png?w=1200&amp;h=675&amp;crop=1" alt=""/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Até mesmo o título tem uma sacada interessante, que remete a dificuldade de tomar uma decisão tão importante num momento com a guerra mas também remete a &#8216;pressão atmosférica&#8217;, um dos fatores fundamentais nas leituras para previsão do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato de terem conseguido pegar um assunto tão específico e banal no nosso dia a dia e colocarem em holofote dentro dos esforços de guerra é algo surpreendente. E não só isso, conseguir fazer disso algo interessante, mesmo pra quem já conheça o evento histórico real e saiba a data exata que ocorreu o Dia D, a condução e ritmo do filme são muito boas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://deadline.com/wp-content/uploads/2026/02/P_FP_00001_R.jpg" alt=""/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O filme é totalmente ancorado em seus personagens, e consequentemente em sua atuações. Andrew Scott, sendo o protagonista, é quem é mais exigido pelo seu arco dramático, como um &#8216;outsider&#8217; que chega para ajudar e precisa se provar, mas também com aa situação de estar longe de sua esposa grávida. Outro grande destaque é Brendan Fraser, que consegue passar toda a autoridade necessária ao papel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pressão é uma grata surpresa por conseguir contar um boa história dentro de um tema tão batido e utilizado quanto a Segunda Guerra Mundial e deixando suas estrelas brilharem e explorarem o drama sem soar pedante ou apelativo.</p>
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		<title>Só por Uma Noite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Lunas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 18:59:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pode não parecer mas e tenho um profundo apreço por comédias românticas. Quando é aquele arroz com feijão básico, bem feito, já está bom, mas quando acrescentam um temperinho a mais, melhor ainda. É isso que Will Gluck&#160;(Todos Menos Você, A Mentira), consegue fazer em seu mais novo filme Só por Uma Noite. A trama [&#8230;]]]></description>
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<iframe loading="lazy" title="Só por Uma Noite | Trailer Oficial - HD" width="1280" height="720" src="https://www.youtube.com/embed/5QtZALyr3kw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Pode não parecer mas e tenho um profundo apreço por comédias românticas. Quando é aquele arroz com feijão básico, bem feito, já está bom, mas quando acrescentam um temperinho a mais, melhor ainda. É isso que <strong>Will Gluck</strong>&nbsp;(<em>Todos Menos Você, A Mentira</em>), consegue fazer em seu mais novo filme <strong>Só por Uma Noite</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trama se passa em uma versão de Nova York com leves toques de ficção científica, na única noite do ano em solteiros têm permissão para fazer sexo. Owen (<strong>Callum Turner</strong>), que acabou de ser abandonado em seu relacionamento, e a romântica e esperançosa Allie (<strong>Monica Barbaro</strong>) podem ser os únicos solteiros na cidade em busca de algo além de um encontro casual. Ambos sentem uma conexão especial quando se conhecem, mas uma série de desencontros e situações paralelas complicam a noite, mantendo-os separados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, se não ficou muito claro pelo trailer ou pela premissa, quem vende o filme basicamente como uma comédia romântica descolada, sim os personagens vivem sob o comando de um estado fascista que controla as relações sexuais da população. É como &#8220;<strong>Uma Noite de Crime</strong>&#8220;, mas com sexo. Esse fato ser tratado de forma superficial e como uma grande situação inusitada para o desenrolar da peripécias do casal pode incomodar algumas pessoas, mas se você embarca na maluquice, tudo acaba ficando bastante divertido.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://variety.com/wp-content/uploads/2026/04/one-night.png?w=1000&amp;h=667&amp;crop=1" alt=""/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O humor de Gluck nesta produção está bastante afiado, e eu me vi rindo verdadeiramente em pelo menos 80% das piadas, e a química do casal principal ajuda bastante. Turner e Barbaro ficam se alfinetando o tempo todo, mas também conseguem ser fofos nos momentos mais íntimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gluck algumas vezes o recurso de mostrar uma situação da maneira como Allie imagina, e logo em seguida mostrar como as coisas são na realidade, e por mais que não seja algo super inovador, ele sabe usar com parcimônia e de forma muito bem colocada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais pro final eu sinto que existe uma barriga, onde o tudo acaba indo pra um lado mais clichê do gênero, de forma meio desnecessária, mas mesmo assim, o saldo é super positivo. Só por Uma Noite consegue ser um ponto fora da curva pelo seu tom leve e um tanto absurdo, e por mais que não se aprofunde em temas mais complexos que são colocados no filme, o grande foco é mesmo a relação entre essas duas pessoas que só querem viver um grande amor.</p>
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		<title>O Fim da Rua</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 15:51:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A filmografia do diretor e roteirista David Robert Mitchell, apesar de curta, é no mínimo interessante, principalmente pelos seus dois últimos filmes: o bom terror Corrente do Mal (2014), e controverso suspense O Mistério de Silver Lake (2018). Agora em O Fim da Rua, Mitchell arrisca nos gêneros de ficção científica e pós-apocalíptico. Na trama, [&#8230;]]]></description>
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</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A filmografia do diretor e roteirista <strong>David Robert Mitchell</strong>, apesar de curta, é no mínimo interessante, principalmente pelos seus dois últimos filmes: o bom terror <em>Corrente do Mal</em> (2014), e controverso suspense <em>O Mistério de Silver Lake</em> (2018). Agora em <strong>O Fim da Rua</strong>, Mitchell arrisca nos gêneros de ficção científica e pós-apocalíptico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na trama, após um misterioso evento cósmico arrancar a Rua Oak do subúrbio e transportar o bairro todo para um lugar desconhecido, a família Platt logo descobre que sua sobrevivência depende de permanecerem unidos enquanto enfrentam um ambiente agora irreconhecível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É curioso pensar que uma boa forma de resumir esse filme para alguém que não sabe nada sobre ele seria dizer que é uma mistura de <strong>Jurassic Park</strong> com <strong>Um Lugar Silencioso</strong>, mas no caso essa mistura deu totalmente errado e gerou um monstro de Frankenstein que decidiu ir morar no esgoto. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-anne-hataway-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-41002" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-anne-hataway-1024x576.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-anne-hataway-300x169.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-anne-hataway-768x432.jpg 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-anne-hataway.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A ambientação do filme é em algum momento dos anos 70 ou 80, e isso nunca fica muito claro e nem faz muita diferença, parece só um jeito bobo de apelar pra nostalgia de filmes dessa época, quando as coisas eram &#8220;mais simples&#8221;. Toda a apresentação da família branca de comercial de margarina morando no típico subúrbio norte americano, mas que no fundo enfrenta alguns problemas já dá o tom meio patético que se segue no restante do filme. Não há crítica, não há profundidade, não dá nem pra chamar de paródia pois tudo parece se levar a sério demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É tentado criar um ar de mistério sobre o que vai acontecer, sobre o que é a ameaça, mas o próprio trailer já revela que são dinossauros. Depois de largarem mão do suspense e mostrarem qual é a ameaça, uma explicação genérica é dada para os acontecimentos, numa cena de diálogo entre a família que inexplicavelmente é usada a técnica de dioptria dividida a exaustão.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="546" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-img2.webp" alt="" class="wp-image-41003" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-img2.webp 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-img2-300x160.webp 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-img2-768x410.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O CGI dos dinossauros é bem decente, e pode se dizer que é o ponto forte do filme, mas não existe nenhuma situação realmente elaborada onde eles aparecem, é um amontoado de situações onde invariavelmente eles se colocam em situação de perigo para gerar novas cenas de perseguição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É inacreditável como um filme desse tamanho com tantos profissionais envolvidos tem um roteiro tão preguiçoso. O drama familiar é risível, havendo constantemente uma inversão de prioridades no meio desse pseudo-apocalipse, veja bem, existem pessoas sendo devoradas na sua rua por dinossauros mas o casal acha por bem discutir sobre sua relação no meio disso tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não serei eu que a essa altura do campeonato irei questionar a qualidade da atuação de <strong>Anne Hathaway</strong>, mas fica claro que ela não foi feita pra levar sustos e confrontar dinossauros de CGI. Inclusive a julgar pela barrigona exibida no tapete vermelho da pré-estreia do filme ela deve ter aceitado o cachê para fazer o enxoval do seu vindouro bebê. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="538" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-estreia-1024x538.jpg" alt="" class="wp-image-41004" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-estreia-1024x538.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-estreia-300x158.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-estreia-768x403.jpg 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/o-fim-da-rua-estreia.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Pra fechar com chave de ouro, o filme termina criando um paradoxo temporal dos mais básicos possíveis, e fica por isso mesmo, nada tem real consequência e a família de comercial de margarina pode ser feliz novamente. Umas grandes decepções de 2026 até o momento.</p>
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		<title>Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Lunas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 04:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Miasma]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Miasma: Adolescência Sexo e Morte]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois da repercussão de Eu Vi o Brilho da TV (2024) o nome da diretora e roteirista Jane Schoenbrun foi catapultado, fazendo com que ela se tornasse uma das queridinhas da cena do cinema alternativo norte-americano. Não à toa, seu mais novo filme, Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte ganhou muito mais espaço em festivais [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Depois da repercussão de <em>Eu Vi o Brilho da TV</em> (2024) o nome da diretora e roteirista <strong>Jane Schoenbrun</strong> foi catapultado, fazendo com que ela se tornasse uma das queridinhas da cena do cinema alternativo norte-americano. Não à toa, seu mais novo filme, <strong>Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte</strong> ganhou muito mais espaço em festivais e tem lançamento internacional nos cinemas graças a <strong>Mubi</strong>, e no caso do Brasil, da <strong>Retrato Filmes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trama do longa acompanha a jovem diretora Kris (<strong>Hannah Einbinder</strong>) que tenta revitalizar a franquia fictícia “Acampamento Miasma”, marcada por continuações fracassadas e queda de popularidade. Ao procurar a estrela do filme original, agora reclusa (<strong>Gillian Anderson</strong>), as duas acabam envolvidas em um mundo sangrento de desejo, medo e delírio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de tecer comentários sobre a mídia televisa no seu projeto anterior, Schoenbrun agora volta sua atenção para o cinema, mais especificamente para os filmes de terror <em>slasher </em>dos anos 70 e 80, que estabeleceram grandes franquias e com o passar dos anos foram vendo a qualidade das produções só piorar. A conexão com a franquia <strong>Sexta-Feira 13</strong> é imediata, por conta do cenário de acampamento e todos os paralelos que podem ser feitos entre Jason e o assassino Pequena Morte de Acampamento Miasma.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="469" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img1-1024x469.jpg" alt="" class="wp-image-40992" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img1-1024x469.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img1-300x137.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img1-768x352.jpg 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img1-1536x704.jpg 1536w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img1-2048x938.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A introdução do filme é muito sagaz em sua montagem ao estabelecer toda a ascensão e queda da franquia fictícia, mas que pode servir de espelho para qualquer outra franquia de terror dessa mesma época. Com isso ela acaba falando também sobre o momento atual da indústria audiovisual, que resolve sempre apelar para reboots e remakes, ao invés de criar algo novo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros temas fortemente presentes aqui são discussão de gênero e sexualidade, marca já registrada da diretora. Uma das sacadas mais legais é o serial killer se chamar Pequena Morte, que vem da expressão francesa &#8216;<em>la petite mort</em>&#8216;, que descreve o orgasmo e o momento de transe, ou relaxamento profundo que vem logo depois dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Kris, que vai comandar esse projeto de reboot da franquia, aparenta ser uma super segura de si por fora, mas ao decorrer do filme percebemos toda sua insegurança, não só quanto ao projeto, mas sobre sua relação com o sexo, e como ela vai depender da veterana Billy para lhe ajudar, em ambos os sentidos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="536" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img2-1024x536.avif" alt="" class="wp-image-40993" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img2-1024x536.avif 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img2-300x157.avif 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img2-768x402.avif 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/acampamento-miasma-img2.avif 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">No meio de tantas homenagens, comentários sarcásticos e metalinguagem, o terço final do longa se deixa levar por uma grande viagem de ácido, onde realidade e ficção se perdem entre si. Isso pode ser um problema se você prefere as coisa super explicadas e mastigadas, mas esse definitivamente não é o estilo nem a intenção da diretora. E nesse caso tudo meio que pode ser justificado como se fosse um fluxo de consciência de Kris tomando forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A direção de arte é interessante, por vezes dando um ar etéreo ao acampamento Miasma, mas é difícil entender o uso pesado de CGI nas cenas de matança, algo totalmente oposto dos filmes clássicos de terror homenageados. São efeitos muitas vezes caricatos, fazendo sangue jorrar de forma absurda, deixando até Tarantino meio sem jeito, mas mesmo assim a efeitos práticos teriam enriquecido muito a experiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As atuações de <strong>Einbinder</strong> e <strong>Anderson</strong> são ótimas, elas tem uma química única, ao mesmo tempo que também possuem uma energia caótica, principalmente Anderson, que consegue ser misteriosa, engraçada e sexy sem nem sequer se esforçar pra isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final, a viagem de Acampamento Miasma é muito mais sobre sensações e reflexões do que qualquer outra coisa, um tributo ao cinema <em>slasher</em>, sem deixar de apontar o dedo para sua falhas, seus clichês e colocando sua própria identidade no meio disso tudo.</p>
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		<title>Homem-Aranha: Um Novo Dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Lunas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 04:51:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destin Daniel Cretton]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Depois de 3 filmes de enorme sucesso e participações em filmes dos <strong>Vingadores</strong>, o <strong>Homem-Aranha</strong> de <strong>Tom Holland</strong> chega com seu quarto filme tentando estabelecer um reinício para o herói. Os acontecimento de <em>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa </em>(2021) tem impacto direto no personagem, tanto o fato de seus amigos esquecerem da sua identidade secreta, nas principalmente a morte da Tia May (<strong>Marisa Tomei</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso deixa o personagem bem mais perto das fases clássicas que o consagraram nos quadrinhos, tendo que se virar sozinho, enfrentando a criminalidade em Nova York de peito aberto e carregando um grande peso nas costas. A trama mostra que à medida que as exigências aumentam, a pressão desencadeia uma surpreendente evolução física que ameaça sua sanidade, enquanto um estranho padrão de crimes dá origem a uma das ameaças mais poderosas que ele já enfrentou.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="538" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/spider-man-brand-new-day-76df2d6-1024x538.jpg" alt="" class="wp-image-40972" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/spider-man-brand-new-day-76df2d6-1024x538.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/spider-man-brand-new-day-76df2d6-300x158.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/spider-man-brand-new-day-76df2d6-768x403.jpg 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/spider-man-brand-new-day-76df2d6.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto que faz esse filme ser um prato cheio para os fãs de hqs, é que quase toda hora ele encontra com outro herói como o Justiceiro (<strong>Jon Bernthal</strong>) e Bruce Banner/ Hulk (<strong>Mark Ruffalo</strong>) ou algum vilão menos conhecido como Escorpião (<strong>Michael Mando</strong>), os Ninjas do Tentáculo, ou o Lápide (<strong>Marvin Jones III</strong>), mesmo que seja quase uma participação especial. É como ir virando as páginas de ugibi e encontrando esses personagens, que auxiliam na trama principal. Antes ficava bastante claro que o Homem-Aranha foi encaixado no MCU, mas em Um Novo Dia parece que o MCU que está se moldando ao universo do Aranha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, há diferenças claras de uma abordagem mais tradicional do herói, como a ausência da opinião pública contra ele, personificada geralmente por J. Jonah Jameson, ou o fato dele estar ativamente trabalhando junto com a polícia, tendo a detetive Jean Dewolff (<strong>Liza Colón-Zayas</strong>) como seu contato direto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No geral temos um amadurecimento do personagem, tendo que lidar com questões emocionais profundas, que acabam afetando também seu corpo. As mudanças físicas flertam com o arco da Aranha-Humana, onde Peter vira uma aranha monstruosa, mas infelizmente não tiveram a coragem de ir tão a fundo assim na mitologia do herói, uma penas pois seria interessante versão interagindo com o Hulk, por exemplo.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/spider-man-brand-new-day-header.jpg" alt="" class="wp-image-40973" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/spider-man-brand-new-day-header.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/spider-man-brand-new-day-header-300x169.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/08/spider-man-brand-new-day-header-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Existe uma carga dramática muito forte no longa, sendo por vezes até um pouco contemplativo, em cenas do herói patrulhando a cidade e se balançando, onde o diretor <strong>Destin Daniel Cretton</strong> usa de super closes, para capturar ainda mais esse estágio mais melancólico do herói. A relação com MJ (<strong>Zendaya</strong>) também tem um grau muito forte de dramaticidade, com as cenas de diálogos envolvendo os dois sendo bastante cruas, com uma trilha sonora pouco invasiva, deixando espaço para os atores brilharem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem entrar em spoillers, todo o arco envolvendo a personagem de <strong>Sadie Sink </strong>é muito bem construído, e as ramificações que isso sem dúvida irá gerar no MCU são realmente empolgantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Homem-Aranha: Um Novo Dia pode não ser um filme 100% bem resolvido em termos de ritmo, nas cenas de ação ou no uso dos personagens secundários, mas acerta em cheio ao focar nos conflitos internos do personagem, sendo o filme com mais cara de Homem-Aranha de todos os que Tom Holland já fez.</p>
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		<title>A Odisseia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Lunas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 04:02:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A Odisseia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Odisseia de Homero é sem dúvida uma da obras mais famosos e influentes do mundo, não faltando adaptações e estudos a respeito do clássico grego. Nesse sentido, a missão auto-incumbida de Christopher Nolan de adaptar o épico faz sentido, já que ele é talvez o único diretor que conseguiria o investimento para um projeto [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Odisseia</strong> de <strong>Homero</strong> é sem dúvida uma da obras mais famosos e influentes do mundo, não faltando adaptações e estudos a respeito do clássico grego. Nesse sentido, a missão auto-incumbida de <strong>Christopher Nolan </strong>de adaptar o épico faz sentido, já que ele é talvez o único diretor que conseguiria o investimento para um projeto deste tamanho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escala de todo o projeto é quase inacreditável para os padrões de Hollywood hoje em dia: as locações reais, a quantidade de figurantes e também de estrelas que compõem o elenco principal, por menor que sejam várias dessas participações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nolan, já acostumado a ter em seus filmes narrativas fragmentadas e fora de ordem cronológica, usa muito bem o recurso &#8216;<em>In medias res</em>&#8216; já presente no texto original, para narrar o conturbado retorno do protagonista Odisseu para sua casa após a Guerra de Troia. Contudo a passagem de tempo é muito mais dita, do que sentida. A guerra dura 10 anos, e o retorno de Odisseu dura mais 10 anos, e apesar disso ser bastante martelado no roteiro, visualmente não fica tão evidente.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-40945" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img1-1024x576.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img1-300x169.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img1-768x432.jpg 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img1-1536x864.jpg 1536w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img1-1280x720.jpg 1280w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com praticamente 3 horas de duração, o ritmo é intenso, conseguindo mesclar cenas de grandes batalhas com ação, com outras mais voltadas para o drama e até mesmo com toques de terror, como na famosa cena do Ciclope Polifemo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, mesmo com toda já conhecida perícia técnica do diretor, a sua visão do que é A Odisseia mostra sua inaptidão de lidar com as partes mais lúdicas do poema. Nolan mesmo incluindo vários elementos fantásticos, não se dobra a intervenção direta dos Deuses, parte fundamental do texto original. Inclusive tendo que justificar a &#8220;presença&#8221; de Atena ao longa da narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria personalidade de Odisseu, interpretado por <strong>Matt Damon,</strong> é meio deturpada. Ele é notoriamente conhecido por ser uma desconstrução do típico herói grego perfeito, tendo várias falhas e resolvendo seus problemas com a astúcia e inteligência, e não necessariamente com força bruta. Existe inclusive um paralelo claro com seu filme anterior, <strong><a href="https://universoreverso.com.br/oppenheimer/" data-type="link" data-id="https://universoreverso.com.br/oppenheimer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Oppenheimer </a></strong>(2023), onde o protagonista é assolado pela culpa do mal que ele ajudou a coloca no mundo, no caso anterior, bomba atômica, e aqui, a artimanha do Cavalo de Troia, curiosamente elevando status de Odisseu na guerra, quase como se ele próprio fosse um semideus.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img2-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-40946" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img2-1024x683.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img2-300x200.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img2-768x512.jpg 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img2-1536x1025.jpg 1536w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/07/a-odisseia-img2-2048x1366.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Enquanto artista, Nolan tem todo o direito de dar sua visão sobre a obra, e claro adaptar aquilo que achar necessário ou conveniente, o problema é que sua visão acaba, invariavelmente em vários momentos, sendo asséptica. Ele não se permite abraçar o lúdico ou mergulhar no místico, o que nos da margem para questionar a escolha de adaptar A Odisseia pra princípio de conversa. Lhe falta coragem inclusive de negar totalmente esses aspectos e seguir um caminho totalmente oposto, que poderia até ser mais interessante, mas ele prefere apenas adotar aquilo que lhe convém, aquilo que é mais palatável para ser mais pé no chão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é de hoje também que as personagens femininas de Nolan são bastante criticadas, na maioria das vezes por serem rasas, e isso acaba acontecendo também com a Penélope de <strong>Anne Hathaway</strong>. Sua personagem acaba ficando apenas se lamuriando, abordando basicamente o drama de ter que ficar esperando o retorno de seu marido, qualquer outra nuance da personagem é deixada de lado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De toda forma, A Odisseia de Nolan é um grande filme, em vários sentidos, voltando sua atenção para a questão psicológica do protagonista e a decadência da sociedade, mas bastante questionável enquanto adaptação do clássico literário.</p>
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		<title>Supergirl</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Lunas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 17:39:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Craig Gillespie]]></category>
		<category><![CDATA[DC]]></category>
		<category><![CDATA[DCU]]></category>
		<category><![CDATA[Milly Alcock]]></category>
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		<category><![CDATA[Superman]]></category>
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					<description><![CDATA[Supergirl chega após o sucesso de Superman (2025) para consolidar e expandir no no DCU nos cinemas, já que na streaming James Gunn e companhia colocaram a máquina pra girar com séries como Pacificador e Comando das Criaturas. Na trama acompanhamos Kara (Milly Alcock), que diferente de seu primo Kal-el, cresceu no que restou de [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Supergirl </strong>chega após o sucesso de <a href="https://universoreverso.com.br/superman/" data-type="link" data-id="https://universoreverso.com.br/superman/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Superman</strong></a> (2025) para consolidar e expandir no no <strong>DCU</strong> nos cinemas, já que na streaming <strong>James Gunn</strong> e companhia colocaram a máquina pra girar com séries como <strong>Pacificador </strong>e <strong>Comando das Criaturas</strong>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na trama acompanhamos Kara (<strong>Milly Alcock</strong>), que diferente de seu primo Kal-el, cresceu no que restou de Krypton após sua destruição, e viu seus familiares e sua casa definharem aos poucos antes de ser enviada para o Planeta Terra. Quando uma jovem alienígena chamada Ruthye (<strong>Eve</strong>&nbsp;<strong>Ridley</strong>) pede sua ajuda para caçar o mercenário Krem — responsável pela morte de seu pai —, Kara embarca em uma violenta e épica jornada interestelar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo de cara, vemos uma tentativa de distanciamento dessa Supergirl com do Superman vivido por <strong>David Corenswet</strong>, e num geral com o filme de Gunn. <strong>Craig</strong>&nbsp;<strong>Gillespie</strong>&nbsp;(<em>Cruella</em>,&nbsp;<em>Dinheiro</em>&nbsp;<em>Fácil</em>) tenta imprimir seu próprio estilo, trazendo um ar mais sujo e despojado, que faz todo sentido com o momento emocional da personagem, que ainda tenta encontrar seu lugar no mundo e processar os traumas do passado.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl-2026-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-40662" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl-2026-1024x576.webp 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl-2026-300x169.webp 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl-2026-768x432.webp 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/supergirl-2026.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Contudo, mesmo com esse distanciamento do Superman especificamente, Gillespie esbarra em outro filme de Gunn: <strong>Guardiões da Galáxia.</strong> É difícil não desassociar as brigas de bar e o estilo mais debochado de Kara com os heróis espaciais e desbocados da <strong>Marvel</strong>. E mesmo com tantos aliens diferentes aparecendo, e algumas mudanças de paisagens em diferentes planetas, nada chega a ser muito autêntico, algo que você identifique como saído deste filme da Supergirl, e não algo que &#8220;lembra Guardiões&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Milly Alcock encaixa perfeitamente com essa proposta da personagem, tentando lidar com os traumas do passado do seu próprio jeito torto, e suas interações com os outros personagens são interessantes, como o Lobo de <strong>Jason Momoa</strong>, mas falta ao roteiro ter a sagacidade de usar esses elementos ao seu favor para enriquecer a história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande questão do filme é a busca da vingança de Ruthye, e como a Supergirl se vê no meio disso tentando lidar seus demônios internos. Assim como na história em quadrinhos que o filme se baseia, escrita por&nbsp;<strong>Tom King</strong>&nbsp;e desenhada pela brasileira&nbsp;<strong>Bilquis Evely</strong>, e em outras obras que vão desde <strong>Bravura Indômita</strong> ou mais recentemente <strong>The Last of Us</strong>, essa jornada que acaba unindo essas pessoas serve para aproximá-las e juntas conseguirem &#8220;se curar&#8221; ou achar um novo propósito para sua jornada. Isso é feito de forma muito simplificada pela roteirista do filme <strong>Ana Nogueira</strong>.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Lobo-supergirl-1024x576.webp" alt="" class="wp-image-40663" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Lobo-supergirl-1024x576.webp 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Lobo-supergirl-300x169.webp 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Lobo-supergirl-768x432.webp 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Lobo-supergirl-1536x864.webp 1536w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Lobo-supergirl-1280x720.webp 1280w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Lobo-supergirl.webp 1600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Nogueira não consegue mostrar como a relação entre as duas garotas evolui e se torna algo especial ao ponto de haver um catarse, como uma consegue ajudar a outra, não apenas na jornada física de busca pelo vilão, mas do ponto de vista sentimental. A presença do personagem Lobo seria ótima para mostrar um contraponto ao que a Supergirl poderia se tornar se deixasse levar pelo lado sombrio dentro de si, mas ele acaba sendo apenas um easter-egg de luxo, para os fãs olharem e dizerem &#8220;legal&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conclusão dessa história deve dividir os fãs, até porque o que se acena é uma falta de peso pros acontecimentos, sendo esta apenas uma introdução da personagem para trilhar outros caminhos dentro do DCU. </p>
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		<title>100 Noites de Desejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Lunas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 02:08:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[100 Noites de Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Corrin]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Jackman]]></category>
		<category><![CDATA[Maika Monroe]]></category>
		<category><![CDATA[Nicholas Galitzine]]></category>
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					<description><![CDATA[100 Noites de Desejo (100 Nights of Hero) é apenas o segundo longa metragem de Julia Jackman, muito embora ela tenha vasta experiência em curtas. Baseado na graphic novel de Isabel Greenberg, a diretora e roteirista faz um conto de fadas moderno, usando esse mundo imaginado para tecer comentários sobre o papel das mulheres em [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>100 Noites de Desejo</strong> (<em>100 Nights of Hero</em>) é apenas o segundo longa metragem de <strong>Julia Jackman</strong>, muito embora ela tenha vasta experiência em curtas. Baseado na <em>graphic novel</em> de <strong>Isabel Greenberg</strong>, a diretora e roteirista faz um conto de fadas moderno, usando esse mundo imaginado para tecer comentários sobre o papel das mulheres em nossa sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na trama, quando Manfred (<strong>Nicholas Galitzine</strong>), um hóspede encantador chega a um castelo isolado, a delicada dinâmica entre um marido negligente (<strong>Amir El-Masry</strong>), sua inocente noiva Cherry (<strong><a href="https://universoreverso.com.br/longlegs-vinculo-mortal/" target="_blank" data-type="link" data-id="https://universoreverso.com.br/longlegs-vinculo-mortal/" rel="noreferrer noopener">Maika Monroe</a></strong>) e sua dedicada criada Hero (<strong>Emma Corrin</strong>) vira um caos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="554" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-1-1024x554.jpg" alt="" class="wp-image-40436" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-1-1024x554.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-1-300x162.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-1-768x415.jpg 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-1-1536x830.jpg 1536w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-1.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma das primeiras coisas que chama atenção no filme é a direção de arte, com pouco cenários a disposição, devido a um baixo orçamento, a a compensação com o cuidado com os detalhes aos objetos de cena, e também aos figurinos, que tem classe sem ser extravagantes, mesmo se tratando de um mundo fantasioso gerido por uma crença absurda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De uma forma descontraída e leve Jackman consegue construir sua narrativa abordando temas como feminismo, papel de gênero,  religião e a importância das histórias. É impossível não fazer uma associação com Sherazade d&#8217;As Mil e Uma Noites, mas no fim o contexto da artimanha da contadora de histórias acaba sendo diferente. </p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-2-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-40437" srcset="https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-2-1024x682.jpg 1024w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-2-300x200.jpg 300w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-2-768x512.jpg 768w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-2-1536x1024.jpg 1536w, https://universoreverso.com.br/wp-content/uploads/2026/06/100-noites-2.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="wp-block-paragraph">É curioso pensar que o filme poderia ter mergulhado de cabeça em vários aspectos, como a comédia, o drama, ou a fantasia, mas ele acaba ficando num meio termo entre tudo isso, talvez não explorando todo o potencial da trama e deixando um gostinho de decepção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trio protagonista parece muito a vontade nos papéis, todas as interações entre si são muito boas, sempre com a dose certa de incômodo e um leve desconforto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de simples, 100 Noites de Desejo é muito bem executado, e deixa uma mensagem forte ao final, que consegue fugir do padrão e mesmo assim ser palatável para as grandes audiências.</p>
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		<title>O Mandaloriano e Grogu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vinicius Lunas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 22:23:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[O Mandaloriano e Grogu]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Pascal]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de ser um enorme sucesso no streaming, a primeira série live-action de Star Wars, O Mandaloriano chega aos cinemas com uma nova aventura ao lado de seu fiel escudeiro Grogu. A trama do filme acompanha o caçador de recompensas Din Djarin (Pedro Pascal) e seu aprendiz, Grogu, trabalhando em missões para a Nova República. [&#8230;]]]></description>
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<iframe loading="lazy" title="O Mandaloriano e Grogu | Trailer Oficial 2 Legendado" width="1280" height="720" src="https://www.youtube.com/embed/cQh98aNra1U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Depois de ser um enorme sucesso no streaming, a primeira série live-action de <strong>Star Wars</strong>, <strong>O Mandaloriano </strong>chega aos cinemas com uma nova aventura ao lado de seu fiel escudeiro Grogu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A trama do filme acompanha o caçador de recompensas Din Djarin (<strong>Pedro Pascal</strong>) e seu aprendiz, Grogu, trabalhando em missões para a Nova República. A aventura se passa após a queda do Império, levando a dupla a rastrear senhores da guerra imperiais e seu caminho acaba se cruzando com os detidos Hutts.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por melhor que a série seja, e por mais carismáticos que sejam os protagonistas, o filme precisa se sustentar por conta própria, e fica nítido que o projeto não foi pensado para uma experiência cinematográfica, a começar pela sua estrutura, que parece simplesmente uns 3 episódios da série colados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termo de roteiro, também não há nada que justifique essa história ser contada em um filme, pelo simples fato de não agregar nada ao que a série vinha construindo, nem apresentar qualquer coisa muito interessante pro futuro. Não há nenhuma novidade, é apenas um amontoado da série com uma escala levemente maior. Parece que o investimento maior num filme serviu apenas para colocar mais lutinhas de tiro e alguns monstros a mais de CGI, e nenhuma delas é particularmente memorável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até mesmo os personagens secundários e participações especiais são um tanto ensossas. Pra quem é fá de <strong>Star Wars Rebels</strong>, como eu, que diferença faz ter Zeb Orrelios em cena pilotando a nave com Djarin, a relevância dele é quase nula, poderia ser substituído por qualquer outro personagem que não faria diferença. O mesmo vale para <strong>Sigourney Weaver</strong> como uma comandante que só aparece pra designar as missões do Mandaroliano. Pelo menos Hotta, o Hutt alvo de uma das missões de Din, tem algum desenvolvimento, mas ele ter a voz do premiado <strong>Jeremy Allen White</strong> faz pouca diferença, já que ela estão tão modulada e distorcida que quase nem se reconhece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo as cenas de ação do filme acabam ficando cansativas em determinado ponto, pois não muita inventividade. Desde o começo é mostrado que ele é incrível e casca grossa, e todo local que ele precisa invadir ele simplesmente entra e sai atirando, não existe nada mais elaborado, nenhum grande empecilho, no máximo o Grogu precisa entrar por uma janela e abrir uma porta por dentro, emulando até um video-game.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito tudo isso, o filme não é necessariamente ruim, apenas insípido, e um grande desperdício do formato que o cinema oferece para contar uma grande história. Todas as vezes que o Grogu aparece em cena fazendo as bobeirinhas dele eu até me divertia, mas isso é muito pouco pra sustentar ou justificar uma produção de Star Wars lançada no cinema.</p>
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