PUBLICADO EM 12/03/2025

Código Preto

 

Código Preto

Em Código Preto, novo filme de Steven Soderbergh (Onze Homens e um Segredo), temos um repeteco de tudo que já vimos em filmes de espionagem, inclusive a relação entre marido e mulher.

O filme narra a história dos lendários agentes de inteligência George Woodhouse (Michael Fassbender) e sua esposa Kathryn (Cate Blanchett). Quando ela é suspeita de trair a nação, George enfrenta o teste final: lealdade ao seu casamento ou ao seu país. 

É estabelecido um jogo de gato e rato onde não é possível confiar em ninguém, pois além da sua esposa, Woddhouse ainda suspeita de seus outros colegas de trabalho, interpretados por Regé-Jean Page, Marisa Abela, Naomie Harris Tom Burke. Um bom elenco que impressiona, mas que não chega a emocionar muito em nenhum sentido. Sobra talento mas falta carisma.

É estabelecido um perigo com constante com o risco de um vírus da central de inteligência cair em mãos erradas e iniciar um conflito de escala global, mas nada disso é muito interessante, ou chega a passar uma real noção de urgência. E isso é notório quando temos o chefe de Woodhouse morrendo de forma extremanente suspeita e isso não gera nenhum impacto significativo na trama.

O personagem de Fassbender é o tipo calado, observador e metódico, que não consegue expressar muitas emoções, coisa que ele já fez recentemente em O Assassino (2023), então não é nenhuma novidade. Inclusive essa inexpressividade no meio de tanta gente e coisa acontecendo, sem ter o foco apenas pra ele, deixa tudo mais difícil de se envolver com o personagem. Blanchett é uma grande atriz, mas não tem muito o que fazer com sua personagem, que é enigmática e durona, o que é útil para a trama já que deixa o público sempre com  a pulga atrás da orelha, mas não passa disso.

Todos os outros personagens são um amontoado de certas características, como o certinho, o garanhão, a engraçadinha, que servem apenas para desviar o foco do telespectador, e gerar uma dúvida de quem é o traidor. Perdido no meio disso tudo temos Pierce Brosnan, que aparece umas 3 ou 4 cenas como o chefão da agência, e você sabe já de cara que ele em algo a ver o que está acontecendo, pois não perderiam tempo escalando ele se não houvesse algum bom motivo.

É impossível não citar Sr. & Sra, Smith, que tem uma premissa levemente semelhante com marido e mulher espiões postos um contra o outro. Claro que este filme é muito mais a sério, e definitivamente não é uma comédia de ação, mas pelo menos o filme lá de 2005 tinha certa personalidade e trazia esse elemento da mistura de gêneros. Código Preto é apenas um filme padrão de espionagem, como vários outros já feitos. Não chega a incomodar ninguém, mas tampouco será muito lembrado.

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SOBRE O AUTOR

Vinicius Lunas

Um rapaz simples de gosto requintado (ou não). Curto de tudo um pouco (cinema, tv, games, hq, música), bom em particularmente nada. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, mas desde os 14 anos formando um bom gosto musical.

 

 


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