PUBLICADO EM 22/01/2026

Extermínio: O Templo dos Ossos

 

Extermínio: O Templo dos Ossos

Depois de retomar o universo de Extermínio com A Evolução em 2025, o plano do roteirista Alex Garland e do diretor e produtor Danny Boyle é fechar essa nova etapa da franquia como uma trilogia. Extermínio: O Templo dos Ossos é a segunda parte desse plano, que chega pouco tempo depois, com o comando dessa vez de Nia DaCosta (As Marvels, A Lenda de Candyman).

Na continuação temos Dr. Kelson (Ralph Fiennes) encontrando uma nova e chocante relação – com consequências que poderiam mudar o mundo como eles o conhecem – e o encontro de Spike (Alfie Williams) e Jimmy Crystal (Jack O’Connell), que se torna um pesadelo do qual ele não consegue escapar.

É interessante ver uma sequência que realmente continua de onde o anterior parou, não precisando inventar mil coisas mirabolantes ou aumentar a escala sem necessidade, apenas focando em determinados personagens. Se o longa não faz uma grande expansão progressiva, ele amplia o escopo lateralmente, preparando o terreno para um desfecho grandioso.

DaCosta pode não ter um estilo tão marcante ou arrojado quanto Boyle, mas ela também não tenta imitar seu antecessor, o que é um alívio já que a chance de virar um pastiche seria imensa. Com pulso firme e sem firulas a diretora consegue ir direto ao ponto focando na relação de Kelson com Sansão (Chi Lewis-Parry) e do estranho grupo liderado por Jimmy Crystal.

Kelson é basicamente o protagonista desta continuação, dando espaço para Ralph Fiennes mostrar todo o seu talento, de maneiras até surpreendentes, principalmente em uma cena específica mais para o final do filme. O grupo dos Jimmys apesar do conceito e visual legais, acabam sendo apenas mais um exemplo de como o ser humano pode ser influenciável pela fé cega e más influências, e mostrando que num mundo cheio de infectados o maior perigo ainda pode ser o próprio ser humano.

Existe a questão do nascimento do bebê do primeiro filme, que sequer é mencionado aqui, assim como o pai de Spike, o que pode ser compreensível visto o foco total em outros personagens, mas não deixa de ser decepcionante. De qualquer forma isso ainda pode deixar o público excitado para o desfecho da trilogia, ainda mais com o desfecho de Templo dos Ossos, que sugere um fechamento não só da trilogia como da franquia como um todo, recuperando elementos inclusive do primeiro filme de 2002.

Por fim a sequência é um bom complemento ao filme anterior, e claramente uma preparação pro que vem a seguir, e diferente de muito que acontece recentemente, é executado bem o suficiente para nos fazer realmente querer ver o próximo filme.

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  3.5

 

SOBRE O AUTOR

Vinicius Lunas

Um rapaz simples de gosto requintado (ou não). Curto de tudo um pouco (cinema, tv, games, hq, música), bom em particularmente nada. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, mas desde os 14 anos formando um bom gosto musical.

 

 


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