GOAT é o novo filme de terror dirigido por Justin Tipping, mas que usou na sua divulgação o nome mais famoso envolvido na produção: Jordan Peele (Corra!, Nós).
Na trama acompanhamos Cameron Cade (Tyriq Withers) , um quarterback em ascensão que sofre uma lesão que pode pôr fim à sua carreira após ser atacado por um torcedor descontrolado. Quando tudo parecia perdido, ele recebe uma tábua de salvação de seu herói, Isaiah White (Marlon Wayans), que se oferece para treiná-lo em um complexo. No entanto, à medida que o treinamento acelera, o carisma de Isaiah se transforma em algo mais sombrio, levando Cam a uma situação desorientadora.

De cara já podemos sacar o trocadilho com o nome do filme, pelo menos aqui no Brasil, já que em inglês ele se chama “Him“. GOAT é a abreviação de “Greatest Of All Time” (O Melhor de Todos os Tempos). Goat também significa, literalmente, “cabra”, que é um símbolo comum para se referir ao diabo, ou demônio, ou capiroto, etc.
E a impressão que fica é que eles tiveram essa sacada e a partir daí não tinham muita ideia do que fazer, a não ser uma história clichê que mistura esporte, obsessão e um pseudo culto satânico. Nada na verdade é muito bem explorado, o fato de ser futebol americano não faz tanta diferença, poderia ser qualquer esporte de contato físico. A parte do culto também nunca é explorada com todo seu potencial, faltou coragem para entregar verdadeiramente assustador.

Muito da imagética parece simplesmente vazia, e o discurso de sacrifício e obsessão se torna repetitivo. Toda hora que o protagonista fala também da sua família, que só aparece brevemente no começo do filme, depois some, me fez ter muita saudade de Velozes e Furiosos, que pelo menos aborda o tema de forma mais honesta.
A atuação de Withers não ajuda em nada, muito embora o roteiro não dê muito com o que ele trabalhar. Mas fica evidente o abismo entre ele e Marlon Wayans, que consegue ser o grande destaque do longa, alternando os seus momentos de camaradagem com a jovem promessa e quando ele parece um maníaco obsessivo.
GOAT tem uma premissa interessante mas parece ter medo de ir até o limite para entregar algo fora do comum. Os temas batidos e um protagonista fraco, diminuem ainda mais a experiência.
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