PUBLICADO EM 08/09/2025

Invocação do Mal 4 – O Último Ritual

 

Invocação do Mal 4 – O Último Ritual

Com a franquia Invocação do Mal, James Wan trouxe de volta o holofote para os filmes de casa assombrada e possessão demoníaca, que tinham ficado lá nos anos 70 e 80. Após comandar os dois primeiros filmes e deixar uma base sólida e personagens carismáticos para continuações e spin-offs a verdade é que a qualidade nunca foi a mesma do começo.

Ambientada em 1986, a trama de Invocação do Mal 4 – O Último Ritual mostra Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) tentando levar uma vida simples, longe das investigações paranormais que os tornaram famosos. A maior preocupação que desejam ter é com a filha Judy (Mia Tomlinson), já crescida, e seu relacionamento cada vez mais sério com Tony (Ben Hardy). No entanto, um caso envolvendo uma família na Pensilvânia, vítima de estranhos fenômenos dentro de casa, faz com que Ed e Lorraine reconsiderem a aposentadoria e voltem à ação contra entidades maléficas para salvar todos de um destino cruel. O que eles não esperavam era que elementos do caso estivessem ligados a Judy, tornando a missão mais pessoal e perigosa do que qualquer outra que já enfrentaram.

O longa, comandado por Michael Chaves (Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio, A Freira 2), tem tudo o que se pode esperar de um filme da franquia, tanto pelo lado positivo quanto pelo negativo. O casal principal é como sempre muito carismático, e podemos ver um pouco mais até do seu passado, mesmo que isso implique em um pequeno retcon. Mas não parece haver um foco bem definido de qual é história mais importante a ser contada.

De um lado temos o que pode ser o derradeiro caso do casal e de outro temos basicamente o estabelecimento da filha deles e de seu namorado como possíveis sucessores. Uma coisa tira completamente o foco emocional da outra, e o caso que une as duas coisas é só mais um caso de assombração genérico. Mesmo com algum esforço de estabelecer a dinâmica familiar, não dá pra gerar vínculos muito fortes com eles a ponto de sentir empatia pelo caso. Fora o fato da falta de consequências, pois aparentemente vomitar vidro não causa muitas sequelas pra uma das jovens da casa assombrada.

Existem 3 entidades que perturbam a casa, e as 3 são basicamente o mesmo design, que lembrar bastante a Freira. Fora a falta de criatividade visual, o diretor só consegue gerar sustos através de jump scares básicos, sem o mínimo de construção mais elaborada.

A falta de criatividade e de foco narrativo fazem o novo Invocação do Mal acabar num marasmo muito anticlimático, muito longe do que um real desfecho para uma franquia de sucesso merece.

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SOBRE O AUTOR

Vinicius Lunas

Um rapaz simples de gosto requintado (ou não). Curto de tudo um pouco (cinema, tv, games, hq, música), bom em particularmente nada. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, mas desde os 14 anos formando um bom gosto musical.

 

 


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