Depois de ser um enorme sucesso no streaming, a primeira série live-action de Star Wars, O Mandaloriano chega aos cinemas com uma nova aventura ao lado de seu fiel escudeiro Grogu.
A trama do filme acompanha o caçador de recompensas Din Djarin (Pedro Pascal) e seu aprendiz, Grogu, trabalhando em missões para a Nova República. A aventura se passa após a queda do Império, levando a dupla a rastrear senhores da guerra imperiais e seu caminho acaba se cruzando com os detidos Hutts.
Por melhor que a série seja, e por mais carismáticos que sejam os protagonistas, o filme precisa se sustentar por conta própria, e fica nítido que o projeto não foi pensado para uma experiência cinematográfica, a começar pela sua estrutura, que parece simplesmente uns 3 episódios da série colados.
Em termo de roteiro, também não há nada que justifique essa história ser contada em um filme, pelo simples fato de não agregar nada ao que a série vinha construindo, nem apresentar qualquer coisa muito interessante pro futuro. Não há nenhuma novidade, é apenas um amontoado da série com uma escala levemente maior. Parece que o investimento maior num filme serviu apenas para colocar mais lutinhas de tiro e alguns monstros a mais de CGI, e nenhuma delas é particularmente memorável.
Até mesmo os personagens secundários e participações especiais são um tanto ensossas. Pra quem é fá de Star Wars Rebels, como eu, que diferença faz ter Zeb Orrelios em cena pilotando a nave com Djarin, a relevância dele é quase nula, poderia ser substituído por qualquer outro personagem que não faria diferença. O mesmo vale para Sigourney Weaver como uma comandante que só aparece pra designar as missões do Mandaroliano. Pelo menos Hotta, o Hutt alvo de uma das missões de Din, tem algum desenvolvimento, mas ele ter a voz do premiado Jeremy Allen White faz pouca diferença, já que ela estão tão modulada e distorcida que quase nem se reconhece.
Mesmo as cenas de ação do filme acabam ficando cansativas em determinado ponto, pois não muita inventividade. Desde o começo é mostrado que ele é incrível e casca grossa, e todo local que ele precisa invadir ele simplesmente entra e sai atirando, não existe nada mais elaborado, nenhum grande empecilho, no máximo o Grogu precisa entrar por uma janela e abrir uma porta por dentro, emulando até um video-game.
Dito tudo isso, o filme não é necessariamente ruim, apenas insípido, e um grande desperdício do formato que o cinema oferece para contar uma grande história. Todas as vezes que o Grogu aparece em cena fazendo as bobeirinhas dele eu até me divertia, mas isso é muito pouco pra sustentar ou justificar uma produção de Star Wars lançada no cinema.

