Existem incontáveis filmes de guerra, sobretudo sobre a Segunda Guerra Mundial, abordando diversos aspectos de um evento tão importante e sombrio da humanidade. Em Pressão, filme dirigido por Anthony Maras, que também roteiriza ao lado de David Haig, eles conseguem fazer algo que parecia muito difícil, buscar um aspecto único dos eventos: a perspectiva do meteorologista chefe da missão.
Nas tensas 72 horas que antecederam a invasão da Normandia na Segunda Guerra Mundial, conhecido como o Dia D, o filme acompanha o Capitão James Stagg (Andrew Scott), General Dwight D. Eisenhower (Brendan Fraser) enquanto enfrentam uma escolha impossível, lançar a maior e mais perigosa invasão marítima da história ou arriscar perder a guerra completamente.

Até mesmo o título tem uma sacada interessante, que remete a dificuldade de tomar uma decisão tão importante num momento com a guerra mas também remete a ‘pressão atmosférica’, um dos fatores fundamentais nas leituras para previsão do tempo.
O fato de terem conseguido pegar um assunto tão específico e banal no nosso dia a dia e colocarem em holofote dentro dos esforços de guerra é algo surpreendente. E não só isso, conseguir fazer disso algo interessante, mesmo pra quem já conheça o evento histórico real e saiba a data exata que ocorreu o Dia D, a condução e ritmo do filme são muito boas.

O filme é totalmente ancorado em seus personagens, e consequentemente em sua atuações. Andrew Scott, sendo o protagonista, é quem é mais exigido pelo seu arco dramático, como um ‘outsider’ que chega para ajudar e precisa se provar, mas também com aa situação de estar longe de sua esposa grávida. Outro grande destaque é Brendan Fraser, que consegue passar toda a autoridade necessária ao papel.
Pressão é uma grata surpresa por conseguir contar um boa história dentro de um tema tão batido e utilizado quanto a Segunda Guerra Mundial e deixando suas estrelas brilharem e explorarem o drama sem soar pedante ou apelativo.



