O nome do diretor e roteirista Zach Cregger é um dos mais comentados em Hollywood dentro gênero de terror, após a repercussão de Noites Brutais (2022) e A Hora do Mal (2025). Logo, a tentativa de um novo reboot de uma franquia de sucesso como Resident Evil cair no seu colo não chega a ser uma surpresa.
O que de fato surpreende é a velocidade que o projeto saiu do papel. Anunciado oficialmente em março de 2025, o filme estreia agora em setembro de 2026 com uma proposta diferente do que já foi feito com a franquia, tanto nos cinemas, quanto nos games de sucesso.
A trama do filme acompanha Bryan (Austin Abrams), um entregador de suprimentos médicos que, sem querer, se vê envolvido em uma corrida desesperada pela sobrevivência, enquanto uma noite fatídica e aterrorizante se transforma em caos ao seu redor.

Para os fãs mais hardcore dos jogos, que tiveram que ver os filmes dirigidos por Paul W. S. Anderson tomarem rumos próprios, ignorando a história dos games e depois uma tentativa de reboot completamente desastrosa e esquecível em 2021, esse também não vai ser o momento que teremos toda a lore conhecida explorada em tela. Cregger decidiu utilizar o cenário apocalíptico de infecção biológica e parte do gameplay para construir sua versão de Resident Evil, como um universo alternativo daquilo que já é conhecido.
Um dos pontos interessantes é termos uma pessoa comum como protagonista, sem qualquer habilidade de combate ou sobrevivência. Isso aumenta o nível de tensão por ele nem sempre saber como vai sair de uma situação perigosa, mas também acentua o tom de humor do filme, que é curiosamente bem presente. Muitas vezes esse humor funciona, mas existem momentos que é apenas utilizado como muleta, tirando o foco da ação e suspense, apenas para arrancar gargalhadas do público.
Existe também o fato do protagonista tomar deliberadamente decisões burras de propósito, apenas para gerar mais cenas de ação, na verdade até o plot principal de ir do ponto A ao ponto B é bem questionável se pararmos pra pensar, mas pelo menos a jornada que envolve o protagonista no caminho é divertida.

Existe uma dinâmica baseada em jogos, onde Bryan vai ganhando upgrades ao longo da jornada, e passando por situações em determinados cenários, ou tendo que improvisar caminhos por conta de passagens bloqueadas por cadeados.
A pesar de ter uma jornada com início meio e fim, final do longa deixa claro que essa é apenas a pequena ponta de um iceberg maior que pode ser ainda muito explorado. Muitos fãs podem torcer o nariz, mas este novo Resident Evil pelo menos é divertido e vai direto ao ponto sem enrolação, entretém com zumbis, gore e piadas da maneira mais simples possível, e as vezes isso é tudo que precisamos.



