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19 Nov 2021

tick, tick… BOOM!

3 min de leitura

Se Lin-Manuel Miranda é atualmente o grande nome quando falamos em musicais seja na Broadway ou em Hollywood, isso se deve ao fato de no começo de sua carreira ele ter se maravilhado com Rent, peça criada por Jonathan Larson. Olhando em retrocesso é clara a influência de Larson ao longo da carreira de Miranda, da forma como ele compõe suas músicas e conta suas histórias, sempre se preocupando com o aspecto humano e trazendo o que há de mais incrível nas situações cotidianas.

Logo, tick, tick… BOOM! é um projeto muito especial para MIranda, não apenas por marcar sua estreia na direção, mas pelo componente emocional que carrega. Junto com o roteirista Steven Levenson que adaptou a peça original de Larson, Miranda traz um retrato muito sincero e comovente do autor.

Ambientado na década de 1990, o filme conta a história de Jon (Andrew Garfield), um jovem compositor teatral que trabalha como garçom em um restaurante de Nova York enquanto tenta criar um musical de sucesso. Jon luta contra as contas e precisa conciliar uma vida tumultuada com sua namorada Susan (Alexandra Shipp) e seu melhor amigo Michael (Robin de Jesus).

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O longa se aproveita do componente teatral original, onde Jon acompanhado apenas por uma banda no palco, narra suas desventuras na tentativa de produzir o musical Superbia. Em paralelo temos os momentos mais íntimos de Jon com seus amigos e namorada e na angustia de tentar compor a música que falta para sua obra.

Seria muito fácil Miranda e Levenson caírem na armadilha de deixar o filme super carregado dramaticamente, focando nos momentos difíceis, com uma grande história de superação, mas isso nunca ocorre. Há várias passagens muito leves e bonitas, que exaltam a figura de Larson como alguém sempre alegre, carismático e criativo. Os momentos dramáticos são dosados na medida certa e construídos de forma natural, deixando-os mais relevantes para a narrativa.

O longa não hesita ao abordar a epidemia de AIDS na comunidade homossexual na época, com a qual Jon tinha forte relação. Esta parte da narrativa ganha ainda mais força quando é associada com a própria visão efêmera da vida que Jon tinha, sempre lembrando de seu aniversário de 30 anos se aproximando e que não teria a vida toda para alcançar seus objetivos.

Os dois personagens coadjuvantes tem seus bons momentos mas Garfield é de fato a estrela. Ele transmite toda a energia necessária do personagem para as telas, tanto nos momentos divertidos e dramáticos. Além de tudo ele realmente canta muito bem, algo surpreendente, visto que ele próprio afirmou nunca ter cantado profissionalmente antes de conseguir este papel.

Com as ótimas músicas de Larson e um ritmo muito agradável, o filme escorrega apenas em dois números musicais específicos que poderiam ser melhor trabalhados, principalmente pelo CGI mal acabado. tick, tick… BOOM! é uma grande homenagem a Larson, capaz de nos empolgar e emocionar na medida certa.

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