PUBLICADO EM 08/10/2025

Tron: Ares

 

Tron: Ares

O filme original de Tron foi lançado em 1982, e sua maior contribuição foi uma grande inovação tecnológica nos visuais adotados no longa. Em 2010 houve uma tentativa de revitalizar a franquia com Tron – O Legado, e o que mais chamou a atenção novamente foram os visuais e também a trilha sonora composta pelo Daft Punk. 15 anos depois e temos mais uma entrada na franquia com Tron: Ares, e pouca coisa parece ter mudado.

Na trama, Julian Dillinger (Evan Peters) envia Ares (Jared Leto), um sofisticado programa, do mundo digital para o mundo real em uma missão: encontrar Eve Kim (Greta Lee) que possuí um importante código capaz de salvar sua empresa do fracasso.

O começo do filme faz uma apanhadão de tudo que já aconteceu de importante nos dois filmes anteriores através de matérias em jornais e manchetes, é abordado também a disputa tecnológica entre duas big techs. Tudo que foi construído ao redor da família Flynn anteriormente fica apenas como plano de fundo, o que não seria um grande problema, se a história atual fosse de fato interessante.

De um lado temos Dillinger preocupado com seu cargo de CEO e a possibilidade dos acionistas o retirarem do cargo caso ele não apresente grandes resultados com a implementação da tecnologia para fins bélicos. De outro temos Kim que pretende honrar o legado de sua falecida irmã tendo êxito na implementação da tecnologia para ajudar pessoas.

No meio dessas duas visões distintas e bem claras, sem o mínimo de sutileza inclusive, temos Ares, que acaba criando mais consciência do que deveria, indo contra suas diretrizes e ajudando o seu alvo, já que com isso ele poderia ficar livre e viver no nosso mundo real. O paralelo com Pinóquio inclusive é citado no próprio filme, parece até uma mea culpa do roteiro já adiantando as comparações.

Os visuais e principalmente a trilha sonora do Nine Inch Nails são os destaques do longa. O filme bebe totalmente na nostalgia dos anos 80, citando mais de uma vez a banda Depeche Mode, inclusive. Os sintetizadores e o neon no meio das perseguições de moto são o ponto alto da produção.

A escolha de Jared Leto para protagonista talvez não tenha sido a melhor das ideias que a Disney já teve. Sendo um programa de computador que começa a demonstrar sentimentos, existe um trabalho de sair de uma personalidade robótica e sem vida para alguém minimamente carismático, mas aparentemente esqueceram a segunda parte. Greta Lee faz o que pode com o que lhe é dado no roteiro, mas a tentativa de criar um romance com Leto é totalmente frustrada pela falta de química entres os dois.

O final acena para uma continuação mostrando os personagens do filme anterior, e a que pergunta que fica é: por que esperar um próximo filme para desenvolver essa história? É simplesmente cansativo ficar com promessas de que o próximo filme será bom, que terá uma grande história que irá juntar todos os personagens, sendo que eu não tenho motivos pra me importar com um próximo filme se esse não entrega o suficiente. Mais uma oportunidade desperdiçada num filme com ótimo visual e ambientação numa história sem sal e batida.

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  2.5

 

SOBRE O AUTOR

Vinicius Lunas

Um rapaz simples de gosto requintado (ou não). Curto de tudo um pouco (cinema, tv, games, hq, música), bom em particularmente nada. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, mas desde os 14 anos formando um bom gosto musical.

 

 


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