Sexta-Feira Muito Louca (2003) é um clássico da Sessão da Tarde, e junto com Meninas Malvadas (2004), fez Lindsey Lohan ser catapultada como estrela teen e ter um futuro extremamente promissor. A carreira dela não chegou a decolar, principalmente por problemas pessoais envolvendo todo tipo de polêmica, mas estamos aqui mais de 20 anos depois com a continuação desta pérola.
Na trama de Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda temos Anna (Lindsay Lohan) se ajustando a uma nova dinâmica familiar. Mãe solo de uma filha adolescente, Harper (Julia Butters), ela se vê obrigada a assumir o papel de madrasta de outra menina, Lily (Sophia Hammons), filha do seu novo marido, Eric (Manny Jacinto). Dentro desta dinâmica, uma nova versão de troca de corpos entre Anna e a mãe, Tess (Jamie Lee Curtis), chega para sacudir a família.

Quem espera algo super original desse filme pode simplesmente desistir, até porque o filme de 2003 já é uma versão de Um Dia Muito Louco (1976), e na verdade qualquer filme que envolve troca de corpos tem basicamente a mesma dinâmica, onde é necessário que ambas as partes consigam se entender e enxergar toda a situação por outros olhos, obviamente passando antes por alguns perrengues e situações constrangedoras.
Mesmo dessa vez a troca envolvendo 4 pessoas, e não apenas 2, as coisas são praticamente iguais ao filme anterior. Muitas piadas envolvendo velhice, ou situações com adultos irresponsáveis são utilizadas, que depois e algum tempo se tornam cansativas. A trama em determinado momento acaba sendo um pouco Operação Cupido (1998) as avessas, curiosamente o primeiro sucesso de Lohan n telonas.

O grande trunfo do filme, por incrível que pareça, está no seus momentos mais dramáticos, que envolvem toda a dinâmica entre mães e filhas, luto, casamento e a interação famílias. Lohan está ótima, mas novamente é Curtis quem dá um show interpretando alguém mais jovem em seu corpo, mesmo com a repetição de piadas sobre velhice, ela esbanja carisma e parece estar super a vontade novamente no papel, assim como o restante do elenco de apoio, que se não chega a brilhar pelo menos parece se divertir bastante, como é mostrado em alguns erros de gravação ao longo dos créditos finais.
O filme cumpre seu papel de fazer a nostalgia bater forte no peito pra quem viveu o início dos anos 2000 e de apresentar a franquia para uma nova geração, sem cometer muitos erros ou inovar muito. Boa opção para toda família.
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