PUBLICADO EM 05/08/2025

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda

 

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda

Sexta-Feira Muito Louca (2003) é um clássico da Sessão da Tarde, e junto com Meninas Malvadas (2004), fez Lindsey Lohan ser catapultada como estrela teen e ter um futuro extremamente promissor. A carreira dela não chegou a decolar, principalmente por problemas pessoais envolvendo todo tipo de polêmica, mas estamos aqui mais de 20 anos depois com a continuação desta pérola.

Na trama de Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda temos Anna (Lindsay Lohan) se ajustando a uma nova dinâmica familiar. Mãe solo de uma filha adolescente, Harper (Julia Butters), ela se vê obrigada a assumir o papel de madrasta de outra menina, Lily (Sophia Hammons), filha do seu novo marido, Eric (Manny Jacinto). Dentro desta dinâmica, uma nova versão de troca de corpos entre Anna e a mãe, Tess (Jamie Lee Curtis), chega para sacudir a família.

Quem espera algo super original desse filme pode simplesmente desistir, até porque o filme de 2003 já é uma versão de Um Dia Muito Louco (1976), e na verdade qualquer filme que envolve troca de corpos tem basicamente a mesma dinâmica, onde é necessário que ambas as partes consigam se entender e enxergar toda a situação por outros olhos, obviamente passando antes por alguns perrengues e situações constrangedoras.

Mesmo dessa vez a troca envolvendo 4 pessoas, e não apenas 2, as coisas são praticamente iguais ao filme anterior. Muitas piadas envolvendo velhice, ou situações com adultos irresponsáveis são utilizadas, que depois e algum tempo se tornam cansativas. A trama em determinado momento acaba sendo um pouco Operação Cupido (1998) as avessas, curiosamente o primeiro sucesso de Lohan n telonas.

O grande trunfo do filme, por incrível que pareça, está no seus momentos mais dramáticos, que envolvem toda a dinâmica entre mães e filhas, luto, casamento e a interação famílias. Lohan está ótima, mas novamente é Curtis quem dá um show interpretando alguém mais jovem em seu corpo, mesmo com a repetição de piadas sobre velhice, ela esbanja carisma e parece estar super a vontade novamente no papel, assim como o restante do elenco de apoio, que se não chega a brilhar pelo menos parece se divertir bastante, como é mostrado em alguns erros de gravação ao longo dos créditos finais.

O filme cumpre seu papel de fazer a nostalgia bater forte no peito pra quem viveu o início dos anos 2000 e de apresentar a franquia para uma nova geração, sem cometer muitos erros ou inovar muito. Boa opção para toda família.

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SOBRE O AUTOR

Vinicius Lunas

Um rapaz simples de gosto requintado (ou não). Curto de tudo um pouco (cinema, tv, games, hq, música), bom em particularmente nada. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, mas desde os 14 anos formando um bom gosto musical.

 

 


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