Após sair da Broadway e se firmar como grande sucesso nos cinemas em 2024, Wicked chega em sua segunda e derradeira parte, prometendo um final épico cheio de emoções.
Elphaba (Cynthia Erivo), agora demonizada como A Bruxa Má do Oeste, vive no exílio, escondida na floresta de Oz, enquanto continua sua luta pela liberdade dos Animais silenciados e tenta desesperadamente revelar a verdade que sabe sobre O Mágico (Jeff Goldblum). Enquanto isso, Glinda (Ariana Grande) tornou-se o símbolo glamoroso da Bondade para todo o reino de Oz, vivendo no palácio da Cidade das Esmeraldas e aproveitando os privilégios da fama e da popularidade. Sob a orientação da Madame Morrible (Michelle Yeoh), Glinda é enviada para servir como um conforto efervescente ao povo de Oz, assegurando à população que tudo está bem sob o domínio do Mágico.

A segunda parte do musical é notadamente mais fraca, tanto em sua estrutura, ritmo e principalmente nos números musicais. Nenhuma música na continuação está a altura da primeira, tanto as vindas do musical e quanto as originais. Existem claro algumas canções que apelam pro apego emocional com os personagens e devem funcionar com quem é muito fã da obra base, e pelo menos a música com o Mágico é mais divertida e visualmente interessante, mas no geral ainda ficam bem abaixo do primeiro longa,
Esta segunda parte é esticada para poder preencher o tempo de 2h20, aproximadamente, e isso o torna muitas vezes moroso e repetitivo. Várias questões já bem estabelecidas anteriormente voltam aqui, deixando tudo muito didático. Existe também um flashback sem o mínimo motivo para existir, novamente reiterando algo pré-estabelecido.

O estabelecimento de Oz como estado autoritário e as leis contra os animais e outros povos é interessante, mas nunca passa da superficialidade, nada é muito aprofundado neste sentido. O foco principal continua sendo o relacionamento das protagonistas, que de fato são o ponto alto do filme.
Cynthia Erivo e Ariana Grande novamente mostram porque foram escolhas excelentes para os papéis, tanto pelo seu talento vocal quanto sua atuação, que tem um pouco mais de espaço para aprofundamento.
Uma coisa que particularmente me incomoda é o fato da necessidade serem feitas todas as ligações com O Mágico de Oz. É explicado a origem de tudo, cada personagem, cada objeto. Em determinado momento o filme parece ser deixado de lado para virar um amontoado de curiosidades sobre a obra principal, fazendo Wicked perder todo o charme. Para uma obra que surge basicamente como um retcon, faltou ousadia para se desvencilhar de vez da obra base ou pelo menos ir além mais além.

Tecnicamente o filme entrega bons efeitos visuais e composições de cenário, mas a fotografia deixa a desejar com momentos muito escuros que não deixam essas qualidades se destacarem como deveriam.
Entres altos e baixos, Wicked: Parte 2 se encerra de fora honesta, embora redundante, mas sem entregar o grande final épico e bombástico prometido. O talento de suas protagonistas é o que faz a jornada valer a pena, sem dúvida alguma.
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