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16 Jan 2025

Lobisomem

3 min de leitura

A nova versão de Lobisomem, une novamente Universal Pictures e a produtora Blumhouse, para tentar revigorar outra história do monstro clássico, assim como fizeram em O Homem Invisível (2020). Para tanto trouxeram também o mesmo diretor, Leigh Whannell, para comandar o longa.

Na trama, após herdar a casa de seu falecido pai no Oregon, Blake (Christopher Abbott) e sua família são atacados por um animal selvagem, e se escondem na antiga fazenda de sua família enquanto a criatura ronda o perímetro. Conforme a noite avança, no entanto, ele começa a se comportar de forma estranha, transformando-se em algo irreconhecível.

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É notória a tentativa de fazer um filme mais profundo, tocando em temas sobre paternidade, fatalismo, o drama conjugal do casal, etc, mas a verdade é que nada disso realmente consegue ser aprofundado ou muito comovente.

O grande trunfo de O Homem Invisível, por exemplo, era mesclar o suspense com ficção científica sobre uma ótima moderna e trazendo temas relevantes muito bem encaixados, mas em Lobisomem, parece que tentaram emular a mesma coisa, mas ainda tendo um clima de terror mais clássico. Enfim o resultado não chega a ser tão bom, embora tenha suas competências.

A maquiagem e a transformação lenta e dolorida de Blake é bem feita, embora o design final do monstro não tenha me agradado completamente. Poderia ter sido algo mais animalesco e menos humanoide, mas independente disso não deixa de ser bem feito.

No geral o filme é bem escuro, as vezes passando do limite do aceitável, uma coisa é querer gerar um clima de suspense e terror, outra é querer disfarçar um baixo orçamento e forçando o telespectador a tentar adivinhar o que acontece em cena.

O longa tentar criar um arco dramático para o protagonista na relação complicada que teve com seu pai e como ele tenta ser perfeito com sua própria filha, e em parte isso funciona, mas não com o peso esperado.

Quando Blake perde praticamente toda sua humanidade, sua esposa Charlotte (Julia Garner) assume as rédeas do protagonismo e luta pela sobrevivência de sua filha. Garner, que é uma atriz super competente não chega a ser desafiada e acaba não tendo muito o que fazer a não ser escapar do monstro e correr pela floresta.

Esta nova versão de Lobisomem não chega a ser um desastre mas também não encanta muito, sendo apenas competente na medida certa no que se propõem.

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