Com a franquia Invocação do Mal, James Wan trouxe de volta o holofote para os filmes de casa assombrada e possessão demoníaca, que tinham ficado lá nos anos 70 e 80. Após comandar os dois primeiros filmes e deixar uma base sólida e personagens carismáticos para continuações e spin-offs a verdade é que a qualidade nunca foi a mesma do começo.
Ambientada em 1986, a trama de Invocação do Mal 4 – O Último Ritual mostra Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) tentando levar uma vida simples, longe das investigações paranormais que os tornaram famosos. A maior preocupação que desejam ter é com a filha Judy (Mia Tomlinson), já crescida, e seu relacionamento cada vez mais sério com Tony (Ben Hardy). No entanto, um caso envolvendo uma família na Pensilvânia, vítima de estranhos fenômenos dentro de casa, faz com que Ed e Lorraine reconsiderem a aposentadoria e voltem à ação contra entidades maléficas para salvar todos de um destino cruel. O que eles não esperavam era que elementos do caso estivessem ligados a Judy, tornando a missão mais pessoal e perigosa do que qualquer outra que já enfrentaram.

O longa, comandado por Michael Chaves (Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio, A Freira 2), tem tudo o que se pode esperar de um filme da franquia, tanto pelo lado positivo quanto pelo negativo. O casal principal é como sempre muito carismático, e podemos ver um pouco mais até do seu passado, mesmo que isso implique em um pequeno retcon. Mas não parece haver um foco bem definido de qual é história mais importante a ser contada.
De um lado temos o que pode ser o derradeiro caso do casal e de outro temos basicamente o estabelecimento da filha deles e de seu namorado como possíveis sucessores. Uma coisa tira completamente o foco emocional da outra, e o caso que une as duas coisas é só mais um caso de assombração genérico. Mesmo com algum esforço de estabelecer a dinâmica familiar, não dá pra gerar vínculos muito fortes com eles a ponto de sentir empatia pelo caso. Fora o fato da falta de consequências, pois aparentemente vomitar vidro não causa muitas sequelas pra uma das jovens da casa assombrada.

Existem 3 entidades que perturbam a casa, e as 3 são basicamente o mesmo design, que lembrar bastante a Freira. Fora a falta de criatividade visual, o diretor só consegue gerar sustos através de jump scares básicos, sem o mínimo de construção mais elaborada.
A falta de criatividade e de foco narrativo fazem o novo Invocação do Mal acabar num marasmo muito anticlimático, muito longe do que um real desfecho para uma franquia de sucesso merece.
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