Pode não parecer mas e tenho um profundo apreço por comédias românticas. Quando é aquele arroz com feijão básico, bem feito, já está bom, mas quando acrescentam um temperinho a mais, melhor ainda. É isso que Will Gluck (Todos Menos Você, A Mentira), consegue fazer em seu mais novo filme Só por Uma Noite.
A trama se passa em uma versão de Nova York com leves toques de ficção científica, na única noite do ano em solteiros têm permissão para fazer sexo. Owen (Callum Turner), que acabou de ser abandonado em seu relacionamento, e a romântica e esperançosa Allie (Monica Barbaro) podem ser os únicos solteiros na cidade em busca de algo além de um encontro casual. Ambos sentem uma conexão especial quando se conhecem, mas uma série de desencontros e situações paralelas complicam a noite, mantendo-os separados.
Primeiramente, se não ficou muito claro pelo trailer ou pela premissa, quem vende o filme basicamente como uma comédia romântica descolada, sim os personagens vivem sob o comando de um estado fascista que controla as relações sexuais da população. É como “Uma Noite de Crime“, mas com sexo. Esse fato ser tratado de forma superficial e como uma grande situação inusitada para o desenrolar da peripécias do casal pode incomodar algumas pessoas, mas se você embarca na maluquice, tudo acaba ficando bastante divertido.

O humor de Gluck nesta produção está bastante afiado, e eu me vi rindo verdadeiramente em pelo menos 80% das piadas, e a química do casal principal ajuda bastante. Turner e Barbaro ficam se alfinetando o tempo todo, mas também conseguem ser fofos nos momentos mais íntimos.
Gluck algumas vezes o recurso de mostrar uma situação da maneira como Allie imagina, e logo em seguida mostrar como as coisas são na realidade, e por mais que não seja algo super inovador, ele sabe usar com parcimônia e de forma muito bem colocada.
Mais pro final eu sinto que existe uma barriga, onde o tudo acaba indo pra um lado mais clichê do gênero, de forma meio desnecessária, mas mesmo assim, o saldo é super positivo. Só por Uma Noite consegue ser um ponto fora da curva pelo seu tom leve e um tanto absurdo, e por mais que não se aprofunde em temas mais complexos que são colocados no filme, o grande foco é mesmo a relação entre essas duas pessoas que só querem viver um grande amor.



