Lançado originalmente em 2000, One Piece – O Filme, primeiro longa da obra, chega pela primeira vez aos cinemas brasileiros com uma dublagem inédita, numa iniciativa da Paris Filmes de trazer esse e “One Piece: Aventura Na Ilha Espiral” (2001) e “One Piece: O Reino de Chopper na Ilha dos Animais Estranhos” (2002) para as telonas.
O filme produzido pela Toei Animation, baseado no anime e mangá de enorme sucesso, acompanha Luffy e sua tripulação em busca do lendário tesouro do pirata Woonan. Durante a jornada, o grupo precisa enfrentar Eldorado, um pirata ambicioso que também deseja colocar as mãos na fortuna e cujo poder de Akuma no Mi transforma a expedição em uma perigosa corrida contra o tempo.

Pra quem já é fã de longa data, isso é uma experiência nostálgica sem precedentes. Atualmente a trama do anime/mangá é cheia camadas e tramas mirabolantes, vários poderes que escalam de exponencialmente, dezenas de personagens, e voltar num momento onde a tripulação contava apenas com Luffy, Zoro, Nami e Usopp, numa aventura filler sem muitas pretensões, é um respiro muito bem vindo, nos lembrando de tempo mais simples, que definitivamente não voltam mais.
Mas se você nunca teve contato com a obra, ela consegue encapsular muito bem o que a série representa: aventura, piadas bobas, e o desenvolvimento de personagens secundários com um forte teor emocional, inclusive essa última parte, sendo a mais interessante do longa. O roteirista Michiru Shimada conseguiu emular muito bem o que Eiichiro Oda faz na obra original.

Cada personagem tem seu momento de brilhar com suas habilidades e características próprias, seja Zoro com suas espadas ou Usopp com sua lábia. O vilão do filme acaba sendo um dos pontos fracos, sendo um brutamontes bem genérico, que nem dá tanto trabalho em si pra ser derrotado.
Particularmente não tenho nenhum apego com a dublagem, mas o trabalho da equipe brasileira é muito bem feito e deve agradar os fãs já acostumados a consumir One Piece dessa forma.
Antes do filme em si, há a exibição do curta metragem Carnaval de Dança do Jango (2001), que é mais um agrado aos fãs do que qualquer outra coisa, afinal de contas esse lançamento é justamente dedicado aos fãs, que mantiveram a obra viva por tanto tempo.



