PUBLICADO EM 21/04/2021

Anônimo

 

Anônimo

Ao ver o nome do produtor David Leitch e do roteirista Derek Kolstad, que trabalharam na franquia John Wick, é impossível não associar Anônimo aos filmes de ação estrelados por Keanu Reeves, até porquê as semelhanças são inegáveis, mas existe muita coisa que faz o filme ter seu próprios méritos.

Na trama, Hutch Mansell (Bob Odenkirk) é um pai e marido comum de subúrbio. Quando dois ladrões invadem sua casa numa noite, Hutch se recusa a defender a si mesmo ou a sua família, na esperança de evitar violência grave. Isso afeta ainda mais a relação com sua família e acorda algo adormecido dentro de si.

Logo no começo a introdução com uma edição ultra rápida nos põem na rotina enfadonha do protagonista, ela é extremamente eficaz para não perdermos tempo com algo de fácil compreensão e clichê, além de dar um ritmo particular para o filme.

Apesar das semelhanças entre Hutch e John, já ambos apenas querem seguir sua vida ordinária em paz, mas são forçados a entrar em ação (assim como vários tantos outros protagonistas de ação), Odenkirk trás uma camada a mais para o personagem. Beirando seus 60 anos o ator aparenta mais fragilidade e cansaço e realmente surpreende nas cenas de porradaria franca, muito bem coreografadas e inventivas. Odenkirk também consegue colocar uma pitada de humor sínico, uma característica sua desde Breaking Bad, que também permeia o tom do filme, que parece não se levar tão a sério.

As cenas de ação, como já era de se esperar, são o ponto alto do filme, brutais, divertidas, estilosas e tudo fica ainda melhor com as escolhas para a trilha sonora, que fora um ou dois momentos que parecem meio exageradas, são muito bem utilizadas, com destaque para a cena de perseguição no carro.

Com um roteiro bem simples o filme conta também com um vilão super caricato da máfia russa, que parece um antagonista do James Bond misturado com um personagem da Escolinha do Professor Raimundo, mas o filme é extremante ciente e não fica enrolando pra entregar o que se espera ou tentando ser mais mirabolante do que pode ser.

Com uma direção segura de Ilya Naishuller (Hardcore: Missão Extrema), Anônimo é uma grata surpresa, que deve divertir e muito o fãs do gênero de ação e nos faz ansiar por mais filmes nesse cenário com personagens cativantes.

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SOBRE O AUTOR

Vinicius Lunas

Um rapaz simples de gosto requintado (ou não). Curto de tudo um pouco (cinema, tv, games, hq, música), bom em particularmente nada. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, mas desde os 14 anos formando um bom gosto musical.

 

 


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