PUBLICADO EM 12/12/2023

Minha Irmã e Eu

 

Minha Irmã e Eu

A diretora e roteirista Susana Garcia entende muito bem do apelo popular de uma comédia tendo trabalhado em Minha Mãe é uma Peça 3: O Filme, e agora em Minha Irmã e Eu, ela se aproveita do ótimo momento do gênero musical sertanejo no Brasil para atrair um grande público ao cinema.

Curiosamente, no dia em que este texto está sendo redigido, o Spotify divulgou o rankings de artistas mais ouvidos em cada estado do Brasil em 2023. O sertanejo predomina num geral, mas não apenas isso, nomes como Ana Castela e Marília Mendonça estão no topo, mostrando a força feminina no gênero. Só isso já leva a entender o motivo do filme ter sido feito.

Na trama, as irmãs Mirian (Ingrid Guimarães) e Mirelly (Tatá Werneck) nasceram em Rio Verde, no interior de Goiás. Elas não realizaram o sonho da mãe, Dona Márcia (Arlete Salles), de se tornarem uma dupla sertaneja e, além de terem seguido caminhos opostos, vivem em pé de guerra. Mirian se casou e nunca saiu de sua cidade, acostumada à rotina do interior. Já Mirelly partiu para o Rio de Janeiro e sem demonstrar pra família, passa todo o tipo de perrengue. Mas quando Dona Márcia desaparece, elas têm que deixar de lado as diferenças e se unir para procurá-la, numa viagem que pode mudar suas vidas.

O longa é basicamente um road movie, que visa colocar as duas personagens opostas em situações cômicas a fim de resolver problemas pessoais e estreitar laços perdidos ao longo dos anos. Tanto é que em determinado momento, o intuito da viagem, o sumiço da mãe, acaba ficando em segundo plano, e também vira motivo de piada, como na cena da delegacia ou do velório.

O tipo de humor aqui é exatamente o que se espera, meio pastelão, com várias referências a outros artistas e algumas participações especiais. O grande trunfo é a química entre as protagonistas, principalmente com Tatá Werneck livre, leve e solta para fazer suas esquisitices, seus trejeitos e falando acelerado, assim como nos velhos tempos de MTV.

Ainda falando na personagem da Tatá Werneck, o roteiro cria toda uma problemática para ela no início e simplesmente esquece disso no final, a jornada de Ingrid Guimarães pelo menos é melhor definida. Nada que seja surpreendente, mas que funciona.

Com bons momentos de humor aqui e ali, Minha Irmã e Eu tem um claro objetivo de atingir um público fora do eixo Rio-São Paulo, embora o Rio ainda tenha espaço, se valendo da força do sertanejo, com uma trama simples mas operante.

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SOBRE O AUTOR

Vinicius Lunas

Um rapaz simples de gosto requintado (ou não). Curto de tudo um pouco (cinema, tv, games, hq, música), bom em particularmente nada. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, mas desde os 14 anos formando um bom gosto musical.

 

 


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