PUBLICADO EM 13/06/2023

The Flash

 

The Flash

Depois de muita expectativa e polêmicas, o filme solo do Flash finamente está entre nós. Todo o peso que ele poderia ter na cronologia da DC nos cinemas fica em cheque com a reformulação encabeçada por James Gunn, mas nada impede que, tendo um bom resultado nas bilheterias, outros projetos atrelados a ele não são necessariamente descartados.

Na trama, quando Barry Allen (Ezra Miller) tenta salvar sua família voltando ao passado e acaba, sem querer, alterando o futuro, ele fica preso em uma realidade na qual o General Zod (Michael Shannon) está de volta, ameaçando colocar o mundo em risco, e não há super-heróis a quem recorrer. A não ser que Barry consiga persuadir um Batman muito diferente do que ele conhece a sair da aposentadoria e resgatar um kryptoniano preso.

Talvez o principal atrativo do longa seja o fator nostálgico, já que um dos principais chamarizes da divulgação tenha sido o retorno de Michael Keaton como Batman, a ponto até de em alguns momentos ficar a dúvida se seria um filme do Flash ou do Homem Morcego. Na verdade seria muito mais interessante se esse tipo de participação conseguisse ser mantida em segredo antes do filme, mas no cenário moderno de informações instantâneas e divulgação agressiva seria impossível. O mesmo vale para a presença da Supergirl (Sasha Calle). O filme prepara todo um suspense para entrada dos personagens, mas é inútil, sendo que em todo material divulgados nos trailers e pôsteres eles estão presentes.

Há a tentativa de equilibrar os momentos de humor com as partes mais dramáticas, e o diretor Andy Muschietti se sai bem melhor com o humor, mesmo tendo momentos divertidos e outros basicamente estúpidos. Existem seguimentos inteiros que a lógica é simplesmente jogada no lixo só pra fazer ema sequência descolada, ou divertida, pelo menos a maioria delas realmente acaba sendo divertida.

O efeitos especiais alteram entre bons, apenas competentes e outros no mínimo estranhos, pra não dizer algo pior. A trilha sonora nostálgica de Danny Elfman quando o Batman aparece é ótima, mas fica evidente a falta de um tema tão forte para o próprio Flash. Existem músicas legais colocadas em momentos chave, mas nada que seja muito elaborado, apenas o legal pelo legal.

O multiverso é explicado e acessado de maneira mais banal possível, aparentemente para não se complicar muito, mas que após vermos um Homem-Aranha: Através do Aranhaverso num espaço tão curto de tempo, fica meio apagado e desleixado.

Ezra Miller, apesar de todos os pesares, tem sua melhor participação como o super-herói, ele interpreta duas versões de si mesmo, e consegue dar uma boa dinâmica nas duas vertentes. Parece até haver uma autocrítica, quando o Barry da realidade normal encontra sua versão mais jovem e a considera chata, ele se torna até mais amigável aos olhos do público.

De toda maneira, The Flash acaba sendo uma experiência bastante divertida e descompromissada, recheado de aparições surpresas, que não chegam a impactar a trama, mas que dão um baita aceno pra fãs da DC como um todo.

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  3.5

 

SOBRE O AUTOR

Vinicius Lunas

Um rapaz simples de gosto requintado (ou não). Curto de tudo um pouco (cinema, tv, games, hq, música), bom em particularmente nada. Formado em Letras pela Universidade de São Paulo, mas desde os 14 anos formando um bom gosto musical.

 

 


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